O Iraí melhorou, mas ainda está doente. Foi isso que demonstrou o resultado do último monitoramento realizado no reservatório do Rio Iraí. O resultado do procedimento -realizado quinzenalmente pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) – saiu no final da tarde de quarta-feira. A análise mostra que houve redução de 52 mil para 21 mil células por mililitro (ml), em relação à amostra anterior. “É um número de alerta 2. Estávamos com alerta 1. Mas a situação ainda é preocupante”, explica o presidente do IAP, Rasca Rodrigues.

Este é o menor número de algas registrado desde que o monitoramento teve início, em setembro de 2001, quando o reservatório começou a apresentar problemas de mau cheiro. Apesar disso, o número ainda está acima do que determina a Portaria 1469, do Ministério da Saúde, que estabelece um número inferior a 10 mil células por mililitro para consumo humano.

Segundo Rodrigues, a Sanepar foi notificada, em janeiro, em função da condição ambiental do reservatório (carga orgânica e nutrientes). “Eles têm um prazo de três meses para tomarem uma série de medidas que recuperem o equilíbrio ambiental no local.

Lixo

Rasca Rodrigues anunciou hoje que o resultado das novas amostras do lixo tóxico depositado na empresa Essencis, na Cidade Industrial de Curitiba, será divulgado no próximo dia 17. O laboratório que está procedendo às análises pediu prazo maior para liberação dos resultados em virtude do número de amostras coletadas: 23 pontos.