Revoltado com os serviços prestados pela Defensoria Pública e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o auxiliar de escritório João Baptista Portella fez um protesto em frente à sede curitibana da OAB ontem de manhã. Sozinho, ele promoveu um apitaço para chamar a atenção da sociedade e dos próprios integrantes da entidade para sua causa.

Em outubro de 1995, João foi aprovado em um concurso público, promovido pela Prefeitura, para o cargo de educador social, porém não foi contratado por não ter sido aprovado no exame psicotécnico. Ele discordou do resultado do exame e, como não tinha condições financeiras para contratar os serviços de um advogado, procurou a Defensoria Pública. “Na Defensoria, não fui atendido”, conta. “Devido à má vontade dos advogados da entidade, perdi o mandado de segurança, que era de 120 dias.”

Indignado, João procurou a OAB e pediu que o órgão fiscalizasse os serviços prestados pela Defensoria. “Queria saber o motivo pelo qual não fui atendido pelos advogados da defensoria”, diz. “Porém também não fui atendido pela OAB.” Ele disse que só conseguiu que o exame psicotécnico fosse refeito graças à ajuda do escritório-modelo da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Acho que logo serei contratado pela Prefeitura”, prevê. “Entretanto não consigo me conformar com a postura da OAB: o órgão deveria fazer uma fiscalização do exercício profissional dos advogados da defensoria e acabou não fazendo nada. É revoltante!.”

OAB

Segundo a OAB, o caso de João foi analisado normalmente. A entidade alega que ninguém foi punido na Defensoria porque o auxiliar de escritório não tinha os nomes dos advogados que não o atenderam.