A Liga Paranaense de Combate ao Câncer (LPCC) divulgou ontem em Curitiba o balanço das atividades realizadas em 2001. Segundo o superintendente da LPCC, José Carlos Gasparin Pereira, o Hospital Erasto Gaertner mantido pela entidade, apresenta mensalmente um déficit de R$ 250 mil no tratamento de pacientes. Esse saldo negativo é coberto pelas doações. Ano passado, o hospital tratou 15.993 pessoas.

Pereira explica que o objetivo de divulgar o balanço é mostrar para a sociedade os serviços que o hospital oferece para as pessoas continuem contribuindo com doações. “O que recebemos é aplicado no tratamento dos pacientes. Não temos como investir em reformas”, fala. Ele reforça ainda que o Erasto foi classificado como a 21º maior entidade beneficente do Brasil, sendo analisada pela empresa Kanitz & Associados.

De acordo como o relatório, o índice de sobrevida do hospital é comparável aos melhores do mundo. Dos 9.023 pacientes estudados no período de 1990 a 1994, 47% estão vivos. “Os números se igualam aos melhores centros de tratamento”, fala Pereira. Dos pacientes que o hospital atende, 31% são do interior, 41% da capital, 18% da Região Metropolitana e 10% de outros estados. Para atender pessoas do interior, o hospital oferece a Casa de Apoio Lourdes Canet, onde os pacientes e parentes dormem e recebem alimentação.

Tipos

Entre as mulheres atendidas em 2001, 25% apresentaram câncer de colo de útero e 25% câncer de mama. Dos homens 16% apresentaram câncer de pele. A incidência de câncer de próstata, boca e pulmão é a mesma, 10%. A faixa etária destas pessoas varia de 40 a 50 anos. Pereira explica que o hospital trabalha no diagnóstico, tratamento e estudos da doença. Não faz diretamente um trabalho de prevenção mas dá suporte técnico ao Governo para a realização de campanhas educativas. “Alguns pré-candidatos ao governo já nos procuraram para ajudar na elaboração de uma política de saúde para o Estado”, afirma Pereira.

Próteses

O Instituto de Bioengenharia do hospital produz próteses convencionais e não convencionais reduzindo de modo significativo o número de amputações. Também produz catéteres implantáveis para quimioterapia. Pereira conta no ano passado o instituto produziu mais de 6 mil produtos.

As doações para o hospital são conseguidas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, que conta com a participação de 300 voluntárias. Elas desenvolvem atividades assistenciais, educacionais e sociais. Os recursos também são adquiridos através da Unidade de Captação. O dinheiro é aplicado no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias na cura do câncer, entre outras finalidades. Quem quiser colaborar com o hospital, fazendo doações, pode ligar para o telefone (41) 361-5002.