A Operação Quadro Negro, um triste capítulo da educação no Paraná, está mais perto do fim. Nesta quarta-feira (16), o governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou as obras do Colégio Estadual do Campo Professor Danilo Zanona Ribeiro, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Na quinta (17), ele inaugura o Colégio Estadual William Madi, em Cornélio Procópio, na Região Norte.

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Com isso, das 14 unidades que tiveram as obras paralisadas em 2015 pela investigação que apontou desvios de recursos na construção de colégios estaduais, apenas uma ainda não foi entregue à população – o CEEP Campo Largo, também na Grande Curitiba, que deve ser finalizado no segundo semestre deste ano. A unidade é voltada exclusivamente ao ensino profissionalizante. A retomada das obras começou em 2019 e custou aos cofres do Estado R$ 40,6 milhões. Somente na unidade de Campina Grande do Sul o investimento foi de R$ 5 milhões.

“Quando assumi o governo, em 2019, essas 14 obras estavam paradas, só no esqueleto. Determinei a retomada imediata e hoje, com essa inauguração, estamos mais perto do fim. São escolas da transparência, que pegamos no esqueleto e agora entregamos para a sociedade de forma exemplar, escolas completas e modernas para os alunos paranaenses”, afirmou Ratinho Junior.

“É bom ter a sensação do dever cumprido, ainda mais em uma área tão importante. Hoje, podemos dizer que a educação no Paraná é referência para o Brasil”, acrescentou.

O governador destacou que, apesar do longo período em que ficaram paralisadas, todas as construções seguiram o padrão de qualidade implementado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) nesta gestão. “Buscamos sempre o que há de melhor, a melhor estrutura para que os nossos alunos possam se preocupar só em estudar”, disse.

Ensino fundamental e médio

É o caso do Colégio Estadual do Campo Professor Danilo Zanona Ribeiro. Instalado no interior do município da RMC, em uma área de 2.350 mil metros quadrados na localidade de Ribeirão Grande, a unidade escolar tem capacidade para atender mais de 400 matrículas, entre ensino fundamental e ensino médio. A obra é um convênio entre a Fundepar e a Prefeitura de Campina Grande do Sul, que capitalizou o investimento para a construção do novo prédio.

“Os estudantes terão à disposição tudo aquilo que oferecemos na rede estadual: robótica, engenharia financeira, programação, aula de redação com inteligência artificial e aplicativo de inglês. Estamos animados e muito focados em tecnologia para melhorar a qualidade do nosso ensino”, explicou o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder.

A unidade conta com seis salas de aulas, uma quadra poliesportiva coberta, biblioteca, cozinha, refeitório, sala de educação física, área administrativa, banheiros, casa do zelador, sala multiuso e laboratórios de ciência e informática. “A obra seguiu todas as premissas da Fundepar, como projeto, modalidade e instalações, com padrão rígido de qualidade”, afirmou o diretor-presidente da Fundepar, Marcelo Pimentel Bueno.

Mobiliário

O Governo do Estado entregou, ainda no ano passado, móveis, materiais e equipamentos para estruturar o Colégio Estadual do Campo Danilo Zanona Ribeiro. Foram repassados pela Fundepar mais de 1,4 mil itens com investimento aproximado de R$ 145 mil, entre armários, conjuntos escolares para estudantes, para professor e para o refeitório, mesas e cadeiras para área administrativa, para biblioteca e para laboratório de informática, bebedouros, refrigerador, freezer, fogão, pratos e talheres em inox (garfos, colheres e facas).

O material contribui para a realização das atividades administrativas e pedagógicas. “Os alunos receberam uma escola linda e isso mexeu com a autoestima deles. Estão todos muito entusiasmados e isso vai ter reflexo no aprendizado”, disse o diretor do colégio, Fábio Krajewski.

“Foi uma luta tirar essa escola do papel, mas deu certo. Fará a diferença na educação da cidade e do Estado”, completou o prefeito de Campina Grande do Sul, Bihl Zanetti.

Operação Quadro Negro

A obra em Campina Grande do Sul foi paralisada em decorrência da operação Quadro Negro, que apontou desvio de recursos na construção de colégios estaduais em 2015.

Todas as obras envolvidas na Quadro Negro foram retomadas. A medida atendeu a uma determinação do governador Ratinho Junior. No total, o investimento é de R$ 40,6 milhões entre novas construções e reformas das estruturas já existentes.

Obras retomadas

Relação das escolas envolvidas com a Operação Quadro Negro e que tiveram obras retomadas a partir de 2019:

  • CE Distrito de Joá – Joaquim Távora – concluída –  R$ 22 mil
  • CE Amâncio Moro – Curitiba – concluída – R$ 360 mil
  • EE Doracy Cezarino – Curitiba – concluída – R$ 110 mil
  • CE Arcângelo Nandi – Santa Terezinha do Itaipu – concluída – R$ 3,5 milhões
  • CEEP Lysimaco Ferreira da Costa – Rio Negro – concluída – R$ 4,3 milhões
  • CE Pedro Carli – Guarapuava – concluída – R$ 3,5 milhões (nova unidade)
  • CE Professora Leni Marlene Jacob – Guarapuava – concluída – R$ 3,3 milhões (unidade nova)
  • CE Prof Linda Bacila – Ponta Grossa – concluída – R$ 1,7 milhão
  • CE Bandeirantes – Campina Grande do Sul – concluída – R$ 4,2 milhões (unidade nova)
  • CEEP Campo Largo – Campo Largo – entrega prevista para o segundo semestre – R$ 5,3 milhões (unidade nova)
  • CE William Madi – Cornélio Procópio – entrega nesta semana – R$ 3,8 milhões (unidade nova)
  • CE Francisco Pires Machado – Ponta Grossa – concluída – R$ 1,8 milhão (unidade nova)
  • CE Tancredo Neves – Coronel Vivida – concluída – R$ 3,8 milhões (unidade nova)
  • CE Ribeirão Grande – Campina Grande do Sul – entrega nesta semana – R$ 5 milhões – prefeitura é responsável pela obra (unidade nova).

Total do investimento: R$ 40,6 milhões

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