Até um barco e um pedalinho foram construídos
com as garrafas como matéria-prima.

Reciclar é preciso. O nome do projeto desenvolvido pela empresa Ouro Fino junto às escolas paranaenses retrata bem a necessidade de reaproveitamento do material utilizado nas garrafas PET. Desde julho do ano passado, 216 toneladas de garrafas já foram recolhidas. O dinheiro arrecadado foi para os chamados “agentes ambientais”, pessoas que recolhem o material nas escolas e o revendem. As escolas que desenvolvem mais trabalhos criativos com as garrafas e que arrecadam maior número delas são premiadas. Ontem, no Colégio Estadual do Paraná, foi realizada avaliação dos trabalhos da 2.ª etapa do projeto, que envolveu escolas da região Sul do Paraná.

Sandálias, bonecas, flores, borboletas, presépios e até um barco e um pedalinho feito de garrafas PET foram apresentados entre os 140 trabalhos julgados ontem. Ao todo, 600 trabalhos foram feitos por alunos das escolas de União da Vitória, Ponta Grossa, Tibagi, Guarapuava, Pato Branco, Cascavel, Toledo, Assis Chateubriand e Foz do Iguaçu.

A idealizadora do projeto e diretora da Ouro Fino, Carla Mocellin, contou que nesta etapa foram recolhidas 136 toneladas de garrafas PET. As três escolas que mais juntaram garrafas nessa etapa, e que foram premiadas, são de União da Vitória. A grande vencedora foi a Escola Algodão, que juntou o equivalente a 32,14 quilos de material por criança. Isso significa 643 garrafas recolhidas por aluno. “No próximo dia 2 de agosto iniciaremos a 3.ª etapa do projeto e divulgaremos o nome dos vencedores da categoria criatividade, avaliada hoje”, contou Carla, lembrando que a próxima etapa envolverá escolas públicas e particulares das cidades de Cornélio Procópio, Jacarezinho, Bandeirantes, Londrina, Apucarana, Maringá, Paranavaí e Campo Mourão.

A diretora da Ouro Fino explicou que quando a escola se inscreve para participar do projeto, recebe um kit contendo objetos feitos de garrafas PET, um CD e várias cartilhas educativas para desenvolver trabalho educativo com as crianças. “Depois dessa 3.ª etapa vamos estender o projeto para outros municípios fora do Estado”, contou Carla.