O motorista Adimilson Cardoso dos Santos denuncia que teve de esperar a balsa para atravessar da Ilha de Valadares a Paranaguá durante um período de 14 horas e meia no último dia 31 de outubro.

“Eu fui entregar alimentos na ilha na parte da manhã e peguei a balsa às 8h30. Quando quis voltar às 9h40, a balsa não estava mais funcionando. Levaram ela embora. Só consegui atravessar às 23h e fiquei sem almoço e sem jantar”, relata o motorista.

O prefeito de Paranaguá, José Baka Filho, disse que no dia 31 de outubro estava ventando muito e por isso a balsa teve que parar. “Ela (a balsa) foi tentar atravessar e o vento empurrou para cima da ponte. Ficou mais seguro não operar e esperar o vento passar”, afirmou o prefeito.

Segundo Baka, os usuários têm feito muitas denúncias contra o funcionamento da balsa, entre elas a demora para operar, insegurança na travessia, preço alto (R$ 10,00 para carro e R$ 15,00 para caminhões) e falta de cumprimento dos horários.

Por conta destas denúncias, a prefeitura e o Ministério Público de Paranaguá firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) há 90 dias. O TAC e o contrato com a empresa que operava a balsa encerraram no último dia 31, segundo o prefeito.

A prefeitura decretou a caducidade do contrato e que os equipamentos da balsa são de utilidade pública. Baka disse que vai contratar uma empresa para fazer o serviço da balsa em caráter emergencial. O prefeito informou ainda que a balsa está funcionando normalmente, mesmo com a caducidade do contrato.