Foto: Aliocha Maurício/O Estado

Além dos agentes da Diretran, os cartões também poderão ser vendidos pelos comerciantes.

A Prefeitura de Curitiba fará algumas alterações no sistema de estacionamento regulamentado, o EstaR. O usuário poderá comprar os cartões em estabelecimentos comerciais localizados nas ruas onde funciona o sistema e ainda estuda-se a possibilidade de acrescentar a comercialização de cartões de 30 minutos. Os cartões também serão alterados: em vez de preenchidos a caneta, deverão ser raspados nos locais onde constam data e horário escolhidos pelo motorista. Além disso, a área de estacionamento regulamentado está sendo ampliada no bairro Batel, a pedido de comerciantes. Segundo a Prefeitura, não haverá aumento no valor dos cartões.

Por enquanto, a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) está cadastrando os comerciantes interessados em pôr os cartões à venda. Eles poderão comprá-los com 5% de desconto diretamente na Urbs e vendê-los pelo preço normal, que dá direito a uma hora de estacionamento (R$ 0,75). Os proprietários têm até o dia 9 de novembro para se cadastrar pelo telefone 156. A Urbs exige apresentação do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), Registro Geral (RG) e Cadastro de Pessoa Física (CPF) do responsável, fotocópia do alvará, certidão de débitos federais e dívida ativa da União, além de certidão negativa de débitos da Seguridade Social e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Até agora, 25 estabelecimentos se inscreveram para intermediar a comercialização. Devanir Júnior, que é gerente de uma farmácia no centro, aprova a nova opção. ?É interessante porque, além do percentual em cima, ainda ganhamos mais um chamariz para a pessoa entrar no estabelecimento?, acredita.

A venda dos cartões no comércio também agrada aos usuários. ?Já aconteceu de eu procurar a pessoa que vende o cartão e não encontrar. Acabei entrando no banco e, quando voltei, já estava com o papel da multa?, conta o representante de vendas Ivan Garcia. Ele aprova os cartões no estilo ?raspadinha? que, de acordo com a Urbs, devem circular até o final do ano com a finalidade de evitar fraudes: ?Às vezes a gente anda sem caneta. E assim também não tem risco de anotar algo errado?.

A Urbs ainda não tem previsão de quando os novos cartões devem ser implantados.

O mergulhador Sandro Ribeiro – que mora em Paranaguá, mas também circula pelo centro de Curitiba – acha que as medidas não farão muita diferença. ?Para mim é um dinheiro mal empregado: a gente paga simplesmente para estacionar, sem segurança nenhuma?, critica. Para ele, os novos tipos de cartão seriam inúteis. ?Não há porque fraudar um cartão de valor tão baixo e, além disso, acho difícil alguém ficar só meia hora no centro.? Já seu Donato, ambulante que vende os cartões na Marechal Deodoro há quatro anos, diz que a concorrência da venda no comércio deve atrapalhar, mas não vai tirar seu trabalho. ?A gente ajuda a olhar o carro, carregar mercadorias, manobrar?, diz o ambulante, que não pretende baixar seu preço, de R$ 1,50 por cartão.

Mais áreas

A Prefeitura está ampliando a área do EstaR no Batel com 209 novas vagas nas ruas Antônio Baby, Gonçalves Dias e Nossa Senhora Aparecida. A medida teria sido tomada por conta de um abaixo-assinado contendo cem nomes de comerciantes da região que reclamavam da pouca rotatividade de automóveis no local. Até o fim do ano, o EstaR deverá ser estendido a trechos das ruas Bruno Filgueira, Carneiro Lobo, Costa Carvalho, Francisco Rocha, Acir Guimarães, Ângelo Sampaio, Estevão Bahião, Silveira Peixoto e Praça do Japão.