Estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) montaram uma verdadeira estrutura de guerra no prédio da Reitoria, em Curitiba. Sem audiência marcada com a reitora em exercício, Maria Tarcisa Silva Bega, muitos estudantes continuam acampados em frente à sede, cercados por seguranças. Mesmo com entrada barrada, cerca de 35 estudantes conseguiram entrar no prédio no começo da noite de sexta-feira. Eles passaram a noite lá e prometem não sair enquanto não forem atendidos em suas reivindicações.

"Por enquanto, ainda não conseguimos uma audiência. Para a gente ela não prometeu nada, mas vimos pelos jornais que ela nos atenderia hoje pela manhã, mas até agora nada. Até encerrarmos as negociações, a gente não sai daqui", garante o representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e acadêmico de Direito da UFPR, Bruno Meirinho.

O que os estudantes exigem é o cancelamento da reunião do Colégio Eleitoral, marcada para a próxima terça-feira, a participação na sindicância e a não punição dos estudantes envolvidos na ocupação. "Antes precisamos ainda apurar as denúncias de irregularidades no processo eleitoral. A reunião está marcada para terça-feira pela manhã: essa seria uma data chave, mas não há um prazo para sairmos", afirma o estudante.

Meirinho, que está dentro do prédio, conta que estão instalados na sala de sessões dos conselhos superiores da universidade, onde dormem no chão. Ainda segundo ele, a Reitoria não permitiu a entrada de colchões ou cobertores e, com muito esforço, liberaram a entrada da alimentação. "Quem está fora não entra e quem está dentro não sai. A Reitoria proibiu a passagem de qualquer pessoa, com um cerco de seguranças. Porém, mantemos contato com o pessoal lá fora pela janela, por bilhetes ou pela internet. Até ontem à tarde, os estudantes não haviam sido atendidos.