Já faz 21 anos que o piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna morreu num acidente no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália. Mas sua imagem continua tão viva que ele ainda é considerado o maior ídolo que o Brasil já teve. Como forma de fazer com que os fãs fiquem um pouco mais perto do ídolo e relembrem as emocionantes manhãs de domingo, o Instituto Ayrton Senna está trazendo a Curitiba uma exposição com capacetes que contam a história do piloto.

Dos 38 que estarão expostos, cinco são originais, usados por Senna em momentos marcantes da carreira (veja infográfico). A exposição está aberta na praça central do Park Shopping Barigui, de ontem até 27 de setembro, é gratuita e aberta ao público, no horário de funcionamento do shopping.

Artistas

Paola Santilli, responsável pelos eventos do Instituto Ayrton Senna, explica que, além dos cinco capacetes originais, que ainda possuem os riscos e outras marcas provocadas pelo uso em pista, serão expostos outros 33 capacetes customizados por celebridades brasileiras diversas. “A cada um foi entregue um capacete em branco. Pedimos que fizessem alguma arte no objeto, mostrando o que o Ayrton representou para elas”, explicou Paola.

Capacete gigante pra posar nas fotos

As celebridades escolhidas para participar do projeto de customização dos capacetes são de diversas áreas, como por exemplo os atores Bruno Gagliasso, Rodrigo Santoro e Luigi Barrichelli; o ilustrador Willian Costa, a promoter Alicinha Cavalcanti, o jogador de futebol Daniel Alves, entre vários outros.

Cada um representou Ayrton à sua maneira. Uns desenharam um lápis (já que a educação de qualidade é o foco do Instituto Ayrton Senna), outros reproduziram mãos de crianças, bolas de futebol, estrelas etc.

Novidades

A mostra começou no ano passado, em Belo Horizonte (MG) e já passou por outros quatro locais de exposição, em duas cidades diferentes.

No entanto, a versão que veio para Curitiba tem duas novidades, que ainda não foram vistas nos outros locais: além de 10 novos capacetes customizados, haverá um capacete gigante, ao lado do qual os visitantes poderão tirar fotos e mandar na hora para suas contas de e-mail, como forma de lembrança da exposição sobre o maior ídolo que o Brasil já teve.

Na memória há 20 anos

Senna não chamou atenção somente por ser excelente piloto, mas também pelo grande ser humano que foi. Pesquisas mediram a popularidade dele, no ano passado, por ocasião dos 20 anos da morte do piloto. O Datafolha apontou que Senna foi o esportista preferido por 47% entrevistados brasileiros. Atrás dele vem Pelé (23%), Ronaldo (2%), Garrincha (2%), Oscar (1%), Zico (1%), Sócrates (1%), Rogério Ceni (1%) e Romário (1%).

Internet

Já o Ibope verificou que Senna é o piloto de Fórmula 1 mais comentado no Brasil e o terceiro no mundo, nas redes sociais da internet. Ele supera até mesmo nomes de pilotos na ativa, como Sebastian Vettel e Fernando Alonso, e outros que também fizeram história mas não correm mais, como Michael Schumacher e Alain Prost.

1.º lugar absoluto

Estudo feito pelo IBOPE/Repucom aponta que Ayrton Senna é a primeira personalidade em aceitação e carisma entre os brasileiros, italianos e espanhóis. Além disso, ele soma 93% de aprovação entre a população de 25 anos ou mais. A pesquisa do Boston Consulting Group diz que Senna ainda é o 4º esportista favorito (46%) no Reino Unido (perde para Federer 57%, Pelé ,55% e Beckham 52%). No Brasil ele lidera (86%), acima de Pelé 55%.

Influência

A mesma pesquisa concluiu que o desejo de compra aumenta cerca de 30% quando o produto está ligado à marca Ayrton Senna.

Ano passado, na semana de aniversário da morte, empresas especializadas constataram que 145.410 usuários citaram Ayrton Senna em posts no Facebook, Instagram e Twiter.

É o seguinte!

Para ser ídolo, não basta apenas ser vencedor. Tem que influenciar gerações, criar estigmas, conceitos, conselhos… Nesse ponto, não há ninguém no Brasil que tenha feito isso como Senna. É só observar a reputação dele pelo mundo.

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