Cinco meses se passaram e a falta dos medicamentos controlados da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) do Ministério da Saúde continua comprometendo o tratamento de pacientes moradores em Fazenda Rio Grande. No final de março, a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pelo fornecimento, explicou que a situação seria normalizada até abril, o que não ocorreu.

Na época, a prefeitura alegou que a licitação para compra de medicamentos via Consórcio Paraná Saúde teve problemas no primeiro edital e que nova licitação já estava em andamento. Mas pessoas como o ajudante de montagem Cassio Luiz Paes até o momento voltam de mãos vazias a cada nova tentativa de retirada dos medicamentos. “Minha esposa é bipolar e o tratamento é à base de cloridrato de fluoxetina e carbolitium. Antes era comum faltar um deles, normalmente a fluoxetina, mas neste ano são os dois”, explica.

Gasto

Para evitar interromper o tratamento da esposa Maria Inês dos Santos, Cássio diz que tem comprometido R$ 370 mensais da renda familiar de R$ 1,5 mil. “O que sobra vai para pagar as contas e sobreviver”, comenta. Procurada pela Tribuna, a prefeitura não se pronunciou.