Um convênio entre a Prefeitura de Curitiba e duas cooperativas de produtores da agricultura familiar está mobilizando 120 famílias de produtores rurais da região metropolitana de Curitiba. Elas estão vendendo folhosas, vegetais e frutas diretamente para a população, sem intermediários, a um custo que agrada à clientela. Funcionando há oito meses, a parceria é fruto da negociação da Secretaria Municipal de Assuntos Metropolitanos e gerenciamento da Secretaria Municipal do Abastecimento. 

“O ano de 2014 foi decretado pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional da Agricultura Familiar. Como forma de promover esse sistema no centro da política de integração da RMC, foi firmado um acordo que permite aos produtores cooperados vender seus produtos diretamente ao consumidor curitibano no programa Nossa Feira”, explica o secretário de Assuntos Metropolitanos Valfrido Prado.

O Nossa Feira está instalado noo Alto Boqueirão, Tatuquara, Cidade Industrial e Bairro Novo. Os produtos da agricultura familiar também vão para o Armazém da Família e em feiras de produtos orgânicos.

A agricultura familiar é praticada em pequenas propriedades que dependem principalmente dos membros da família para a sua mão de obra e gestão. Por isso, os preços chegam ao consumidor 47% mais baratos que os praticados no mercado. “Toda a nossa produção está indo para as feiras em Curitiba. Há anos estávamos pelejando na agricultura. O convênio com a Prefeitura foi a nossa salvação. Até a estufa de hidroponia que estava desativada, voltou a produzir”, disse Elizete Negoseki, de São José dos Pinhais. Seu marido Rogério Negoseki, diretor da Cooperativa dos Agricultores Familiares da Colônia Castelhanos (Coocastel) também está satisfeito. “Quando as portas da Prefeitura de Curitiba se abriram, sentimos a importância do cooperativismo. Os pequenos agricultores estão aproveitando ao máximo esse canal de comercialização”, explicou.

Também conveniada com a Prefeitura, a Cooperativa de Processamento e Agricultura Solidária (Copasol), localizada na Colônia Muricy, em São José dos Pinhais, conta com 86 produtores que participam das feiras em Curitiba. “Com a venda direta, sem intermediários, o giro é rápido e o produtor ganha mais”, explicou Amélio Valaski, presidente da Copasol.

Joana Kirpczac Sadaro conta que se não fosse a comercialização direta nas feiras de Curitiba, a situação para a família estaria bem complicada. “Minha vida toda foi dedicada à roça. Trabalho com o marido e dois filhos. Apesar do custo dos insumos terem aumentado muito, com a venda direta nossa vida está melhorando”, afirmou.

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