Familiares e amigos do aposentado Rubens Guilherme, 66 anos, morto por um motorista bêbado, em Almirante Tamandaré, fizeram um protesto pacífico na tarde de ontem. Eles se reuniram na praça em que ocorreu o acidente, no centro do município.

Os manifestantes estavam revoltados com as declarações do motorista Amauri Francisco Alves, 32, de que Rubens teria se jogado em frente do carro e a família do aposentado teria que pagar o conserto do carro.

Sem ajuda

A viúva de Rubens, Nardina Rodrigues Rocha, 57 anos, teve as duas pernas amputadas após um problema de saúde e hoje anda em cadeira de rodas. “Eu sequer posso ir na mercearia da esquina comprar um pão para o café da manhã. Não consigo tomar banho sozinha. Até pra ir ao banheiro precisava que ele me ajudasse”, disse a viúva.

O casal também tem um filho de 42 anos que é deficiente mental, não fala e dependia do aposentado para tudo. “O Rubens era o único para cuidar dos dois (Nardina e o filho deficiente). Ele era o âncora de toda a família, dos outros filhos e noras”, lamentou Gerson Correia dos Santos, 41, um dos genros.

O delegado José Vitor Silva Pinhão, da delegacia local, autuou o motorista – que só tinha a carteira provisória – por homicídio culposo e arbitrou a fiança de R$ 5 mil. O delegado tem 10 dias para concluir o inquérito. “Só falta ouvir os dois homens que estavam no carro com Amauri e também anexar os laudos”.