A expectativa é de que sejam vendidas
20 toneladas de pinhão “in natura”.

Os curitibanos já estão acostumados a passar pela Praça Osório no mês de junho e dar de cara com barraquinhas de pinhão e quentão, um banquete para os dias frios. Os turistas também se empolgam com os frutos dos pinheiros, expostos na Feira do Pinhão.

“Quando tem feriado, vem gente de fora e a venda aumenta bastante”, diz a vendedora Andrea de Paula, que participa da feira em benefício da Associação de Idosos Esperança e Luz. Ela afirma que, diariamente, são vendidos 100 quilos de pinhão cozido. “É uma média muito boa, ainda mais porque não está muito frio”, diz. Normalmente, nesta época do ano, o frio é intenso na capital, o que atrai muito mais público à feira. “Mesmo assim, a feira está movimentada. É importante para os produtores”. A vendedora Neusa da Cruz também tem uma barraquinha de venda de pinhão e quentão. O dinheiro arrecadado será revertido para a Creche Padre Tito, na Vila Centenário, que atende 140 crianças. “A feira está ótima. O pessoal está colaborando bastante”, comenta.

As estudantes Renata Luz Machado, de 17 anos, e Sandra Marina Berton, 16, não ficam um dia sem aparecer na feira. A Praça Osório fica na passagem para o cursinho pré-vestibular e os cheiros do quentão e do pinhão são irresistíveis. “É uma delícia para passar o tempo. Ainda mais quando está frio”, comenta Renata. “Não é sempre que a gente acha quentão e pinhão assim, sem ter de se deslocar muito”, emenda Sandra.

A expectativa é que sejam vendidas cerca de 20 toneladas de pinhão in natura. O quilo é vendido a R$ 1,00. Quentão e pinhão cozido podem ser encontrados nos estandes de quatro associações filantrópicas: a Fundação Educacional Creche Frei Tito, a Creche Comunitária Jardim Acrópole, a Associação de Idosos Esperança e Luz, da Vila Verde, e a Associação de Moradores e Amigos da Vila São Fernando.