Foto: Robson Meireles/Gazeta do Iguaçu

Combate ao fogo próximo do Parque Nacional do Iguaçu.

A baixa umidade relativa do ar e o longo período sem chuvas não cessaram e ontem o Paraná continuou registrando um número elevado de incêndios ambientais. As duas principais ocorrências, de acordo com a Defesa Civil, ocorrem na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e no oeste do Estado, onde as chamas já atingem o Parque Nacional do Iguaçu.

O incêndio que atingiu a reserva ambiental começou em uma propriedade particular no município de Santa Tereza do Oeste. De acordo com o 4.º Grupamento de Bombeiros de Cascavel, que atende a ocorrência, o fogo começou em plantações de aveia e trigo e se espalhou rapidamente, formando uma frente de aproximadamente três quilômetros. No combate, estão sendo utilizados 15 homens da corporação, que trabalham com auxílio de uma aeronave do Corpo de Bombeiros de Foz do Iguaçu e apoio de funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo o quartel de Cascavel, a dimensão da área destruída ainda não foi apurada.

Pico Paraná

A maior ocorrência em andamento no Estado é o incêndio no Parque Estadual Pico Paraná, próximo ao município de Campina Grande do Sul. No local, o fogo devastou praticamente todo o Morro Getúlio e está se espalhando na face norte do Caratuva, que tem em seu cume antenas de comunicação. Ao todo, 80 pessoas (65 bombeiros e 15 montanhistas) focam agora o trabalho no perímetro do morro devastado. ?A medida é necessária para evitar que o incêndio atinja outras áreas do parque?, disse o tenente Eduardo Gomes Pinheiro, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Ainda segundo ele, a medida exata da área queimada só será conhecida quando o fogo for extinto.

Crítica

Mesmo com a situação climática propícia aos incêndios ambientais, a população pode ajudar a evitar as ocorrências. ?Nós temos duas saídas: ou chove ou as pessoas colaboram e ajudam a combater o uso de fogo para limpar terrenos?, disse o tenente. Ele reforça ainda o apelo para que as pessoas denunciem a prática através do número da Força Verde (0800-643-0304) ou pelo telefone do Corpo de Bombeiros (193).