O Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde realizou ontem no litoral do Paraná uma operação para coibir a prática de pesca de arrasto de camarão pelo sistema de portas, utilizando patrulhamento aquático e uma aeronave. Foram apreendidos 85 quilos de pescados diversos, como camarão e robalo, além de alguns metros de redes.

A operação foi realizada em toda a costa do litoral paranaense, onde as embarcações foram abordadas e seus tripulantes orientados como proceder para realizar a pesca correta do camarão sete barbas, bem como as medidas mínimas das espécies de peixes mais encontradas no litoral para a pesca.

Segundo a Força Verde, o camarão não pode ser pescado na primeira milha da praia, que corresponde a 1.854 metros da costa. “Quando o pescador arrasta o camarão, ele leva junto toda a vida marinha que está ali embaixo da água, como siris, algas e filhotes de robalo e de linguado, por exemplo”, explica o tenente Ivan Fonseca Filho, do Batalhão de Polícia Ambiental.

Nessa primeira milha também é onde estão muitos camarões pequenos, porque é local de reprodução. “Por isso não se pode arrastar camarão e os pescadores sabem disso, assim como pescar robalo com menos de 40 centímetros, o que também não pode”, completa o tenente.

Além do arrasto de camarão, a Força Verde encontrou muita gente pescando sem a habilitação de pesca amadora, obrigatória para a atividade. “Qualquer pessoa, embarcada, pescando em pedra ou em qualquer outro lugar, para pescar com vara e molinete, tem que ter a carteira”, orienta Fonseca Filho.

Para adquirir uma carteira para a pesca, os interessados devem entrar no site do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), www.ibama.gov.br, e imprimir o certificado, mediante pagamento de R$ 60.

O pescado vivo apreendido na operação de ontem foi solto novamente no mar e o restante, ainda em condições de consumo, foi doado para um colégio de Guaratuba e para a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Para apoiar a operação, a polícia contou com o auxílio de uma aeronave, para registrar as coordenadas dos pescadores e constatar o crime ambiental. “De barco, muitas pessoas tentam fugir da milha proibida para pesca ao ver a fiscalização”, conta o tenente.

“Ao abordá-los, percebemos que as pessoas sabem que não podem fazer a pesca daquela forma, não é falta de informação, mas mesmo assim cometem a irregularidade”, diz.

Quem foi pego praticando o ato ilegal vai receber um auto de infração de crime ambiental, que pode variar de R$ 700 a R$ 100 mil, além de R$ 20 a cada quilo de pescado apreendido. A notificação vai ser lavrada na próxima terça-feira, no quartel da Polícia Ambiental.

Desde o início da Operação Verão 2009/2010, já foram aprendidos 782 quilos de pescados diversos e 1.210 metros de redes utilizadas para a pesca. Denúncias de pesca ilegal podem ser feitas pelo telefone da Força Verde: 0800-643-0304.