Foto: SECS

Centro de Operação é o cérebro do sistema elétrico da Copel.

Mesmo com a estiagem e o baixo nível dos reservatórios, está garantido o fornecimento de energia elétrica para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, está descartado o risco de racionamento. ?São as piores vazões de afluência nos reservatórios da história. Mesmo nessa condição e, se ficar ainda mais crítico, não há risco nenhum (de racionamento). A estratégia de transferência da região sudeste e centro-oeste atende cerca de 65% da carga necessária para o sul?, afirmou.

O diretor se reuniu, ontem de manhã, na Copel, com representantes de 20 empresas da região sul para tratar do fornecimento e do intercâmbio de energia entre sul-sudeste. Segundo ele, ?também não há obrigatoriedade de economia por parte do consumidor, se for uma coisa voluntária ótimo, mas ainda não há a menor necessidade?.

Desde o início da estiagem, que castiga todos os estados do sul, o intercâmbio de energia tem garantido o fornecimento da região. A carga total dos três estados chega a 8.000 MW, dos quais 5.200 MW estão sendo transferidos da região sudeste. ?É uma solução e a energia tem o mesmo preço, não há prejuízo para ninguém. Este é um mecanismo que o próprio sistema interligado prevê?, afirma o presidente da Copel, Rubens Ghilardi.

Em 2001, quando a situação era inversa e o sul enviava energia para as regiões sudeste e nordeste, esse mesmo mecanismo aliviou o problema com a baixa dos reservatórios e a pouca produção local. ?Investimentos foram feitos e a capacidade de trânsito nas linhas chega a 5.300 MW por dia?, afirma o diretor do ONS. ?Com isso estamos preservando o nível dos reservatórios do sul, que estão com uma média de 28% de acumulação e garantindo o atendimento à região. Não há o menor risco de racionamento?, confirmou Chipp. A bacia do Rio Iguaçu, a mais representativa em termos de geração de energia entre os três estados, está hoje com acumulação de 18,9%. O Iguaçu alimenta as três maiores usinas da Copel e mais duas usinas da Tractebel.

Usinas termelétricas como a Usina Elétrica a Gás de Araucária, que possui potência instalada de 468 MW e deverá entrar em operação até o final de agosto, e mais cinco geradoras térmicas do Rio Grande do Sul, que somam juntas 1.056 MW, também vão contribuir para elevar a geração própria da região.