Uma semana depois da primeira paralisação, que durou apenas um dia, os servidores da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) devem voltar a cruzar os braços a partir de amanhã, em Curitiba e região Metropolitana.

A greve pode prejudicar o abastecimento de água na região, avisa o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento (Saemac), com menor o efetivo que será mantido trabalhando.

Esse prazo dos últimos dias foi dado pelos trabalhadores para que a empresa fizesse uma nova proposta de reajuste salarial à categoria, o que não aconteceu. Sem respostas, os funcionários decidiram apelar para a greve.

“Foram agendadas duas reuniões nesse período e a Sanepar desmarcou as duas. Eles dizem que estão abertos a conversar, mas não nos atendem”, reclama o presidente do Saemac, Gerti José Nunes.

Para pressionar a diretoria, o sindicato promete mobilizar os servidores para fazer plantão em frente à sede da Sanepar em Curitiba, no bairro Rebouças, durante todo o dia de amanhã, aguardando uma posição da empresa.

O último acordo coletivo entre as partes venceu no fim de fevereiro e de lá para cá não houve acordo. Os trabalhadores pedem ganho real de R$ 408, mais benefícios. A Sanepar ofereceu 5% para reposição da inflação acumulada de março de 2009 a fevereiro deste ano e 2% de aumento real, o que foi rejeitado pelos funcionários.

Os sindicatos dos trabalhadores nas regiões de Londrina e Maringá também podem fazer assembleias e decidir aderir ao movimento grevista até amanhã. O outro sindicato regional, de Cornélio Procópio, rejeitou a proposta da empresa, mas não confirmou se adere à greve a partir deste primeiro dia.

Em função do jogo do Brasil ontem pela Copa do Mundo, a Sanepar não teve expediente no período da tarde e a reportagem de O Estado não conseguiu contato com a empresa para saber o posicionamento em relação à negociação com os funcionários.