Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) do Paraná deveriam definir na noite de ontem se entram em greve ou aceitam nova proposta de reajuste feita pela empresa. Na última quinta-feira, os Correios apresentaram uma contraproposta à feita anteriormente pelos funcionários. Todos os Estados se comprometeram a realizar assembléias e votar a proposta. Até o fim da tarde de ontem, sete dos 33 sindicatos já haviam se posicionado favoravelmente. Até o fechamento desta edição a assembléia no Paraná, realizada em Curitiba, não havia sido concluída.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postal e Similares do Paraná (Sintcom), Ivan Carlos Pinheiro, explicou que a tendência era a aprovação da proposta. Não pelo seu conteúdo, mas sim pela falta de outras soluções. Ele disse que caso eles não aceitem, única solução seria a greve, que posteriormente deveria ser julgada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). “As decisões judiciais muitas vezes demoram e podem ser prejudiciais à classe. Mesmo assim reitero a posição do sindicato que é contra a maneira como foi feita essa proposta. Já que ela joga os funcionários mais novos contra os mais velhos”, destacou Pinheiro.

Proposta

A proposta feita pelos Correios dá aos funcionários um aumento de 4%, mais dois steps (aumentos dentro do plano de cargos, carreiras e salários) de 5% cada um. Além disso, um abono de R$1 mil e o aumento do valor do ticket alimentação para R$10,50. Pinheiro explicou que alguns funcionários, os mais velhos de Correios, já receberam por merecimento, um step no ano passado. Daí só receberiam um esse ano. Então fica criado o conflito entre os mais novos, que seriam beneficiados com a proposta e os mais velhos, excluídos. Para que a oferta dos Correios seja aprovada em todo Brasil e os funcionários não entrem em greve, é necessários que 50% mais um dos 33 sindicatos aprovem-na.

Inicialmente a pedida do Sintcom era de um aumento de 48,76% ? 34,76% relativos às perdas desde 1994 e o restante relativo a inflação de julhos de 2001 até julho deste ano.

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