Foto: Evandro Monteiro/O Estado

 Funcionários querem reposição salarial.

Dezenas de funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) do Paraná iniciaram, na noite de ontem, uma vigília de 48h em frente ao prédio da empresa, no centro de Curitiba, protestando por reposição e reajuste salarial. Em estado de greve desde o último dia 24, os funcionários dos Correios encerrarão a vigília amanhã, com uma grande passeata pelas ruas da capital. Trabalhadores de outras cidades paranaenses, como Cascavel, Londrina, Ponta Grossa, Maringá e Guarapuava também programaram manifestações para amanhã.

Em assembléia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), feita na última quinta-feira, cerca de 700 trabalhadores deliberaram por rejeitar a contraproposta de reajuste apresentada pela direção nacional da empresa, e decidiram decretar o estado de greve, marcando esta vigília e realizando a chamada ?operação-tartaruga?, atrasando a entrega de correspondências.

Segundo o diretor geral do Sintcom-PR, Nilson Rodrigues dos Santos, a ECT propôs um reajuste de 4% e um abono de R$ 500, enquanto os trabalhadores exigem, além dos 4% referentes à inflação dos últimos 12 meses, 44,64% de reposição das perdas salariais acumuladas desde 1994, e aumento real de 16% escalonado. ?Queremos diminuir a diferença entre os salários dentro da ECT. Enquanto um carteiro ganha R$ 479, tem gente nos Correios ganhando mais de R$ 15 mil por mês?, argumentou Nilson, que defende um piso de R$ 997 para a categoria.

O diretor do sindicato informou que está marcada uma nova assembléia para o dia 5, e que, se até lá, nenhuma nova proposta for apresentada, já será votado, nesta assembléia, o indicativo de greve. Pelo calendário nacional da categoria, o início da paralisação está previsto para o dia 13. A ECT tem cerca de 5.800 funcionários no Paraná.