Até os 5 meses eles não largam
das costas dos pais.

Dois novos filhotes de mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), espécie de primata brasileiro ameaçado de extinção, podem ser vistos no Passeio Público de Curitiba. Os novos moradores são gêmeos e nasceram no final do mês passado depois de uma gestação de 135 dias.

Esta é a terceira cria de um mesmo casal depois de transferido para um recinto novo, na parte central do Passeio. “As três crias foram de gêmeos, o que é um fato raro”, fala a diretora do Departamento de Zoológico, Ana Silvia Miranda Passerino.

Os filhotes de mico-leão-de-cara-dourada estão em exposição e podem ser vistos agarrados nas costas tanto da mãe quanto do pai, fase de assistência familiar que deve durar por mais cinco meses.

Em estado selvagem a espécie vive nos restos de Mata Atlântica do Sul da Bahia, mas está ameaçada de extinção devido ao desmatamento e à captura ilegal. “O casal que procriou aqui no Passeio Público é de exemplares apreendidos por órgãos ambientais”, conta a diretora.

O peso de um mico-leão-de-cara-dourada adulto varia de 210 a 590 gramas. A pelagem do animal é longa, de coloração preta, com a cabeça, nádegas, superfície mais alta da cauda, antebraço, mãos e pés dourados. As jubas ao redor da face os fazem parecer com leões, por isso são chamados de mico-leão-de-cara-dourada.

Tamanduá

Outro animal apreendido que está recebendo cuidados especiais dos técnicos do Passeio Público é um exemplar de tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), que foi entregue na instituição pelo Batalhão de Polícia Florestal em fevereiro desde ano. O animal tem aproximadamente cinco meses e foi apreendido no município de Antonina, litoral do Paraná.

Assim que tiver condições, o tamanduá será colocado junto com outro exemplar da mesma espécie, que chegou ao Passeio Público no ano passado com traumatismo craniano e hoje, após intenso tratamento, está completamente recuperado. “Este animal foi mais uma boa surpresa para todos, pois suas chances de sobrevivência eram praticamente nulas”, diz Ana Sílvia.