Mesmo com os casos de dengue aumentando dia a dia, o diretor do Centro de Saúde Ambiental do governo do Estado, Carlos Eduardo Konolsaisen, garante que no Paraná não haverá epidemia. Ele diz que diversas medidas já foram adotadas para o combate à doença. Entre elas, a descentralização dos exames que confirmam o diagnóstico da doença e do mosquito transmissor, que eram feitos anteriormente só em Curitiba. A medida vai ajudar na tomada de decisões de modo precoce evitando que outras pessoas sejam contaminadas.

Londrina foi a primeira cidade a receber os kits para realizar os exames que diagnosticam a doença. Na terça-feira, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou que na cidade havia 99 casos autóctones (contaminados na própria cidade). Mas até ontem, a 17º Regional de Saúde já trabalhava com 122. Os testes começam a ser realizados na próxima semana no Hospital Universitário de Londrina.

Rapidez

Segundo o diretor da 17.º Regional, Gilberto Berguio, a descentralização vai ajudar no combate ao mosquito. Agora, em 24 horas fica pronto os resultados dos exames, sendo que antes demoravam até 10 dias. “Identificados os casos positivos, é possível concentrar ações para bloquear a doença”, explica.

Outras medidas estão sendo adotadas para evitar que os números continuem subindo. Caminhões fumacê e homens com bombas costais estão pulverizando com o inseticida UBV os bairros de Londrina onde onde há foco do mosquito. Além disto, quando um caso é confirmado, agentes de saúde percorrem as proximidades da casa do doente para verificar outras pessoas contaminadas. “Os números crescem a cada dia porque o sistema de saúde está funcionado”, ressalta Gilberto. A região de Londrina mais afetada é o assentamento Monte Cristo, onde moram 487 famílias.

Para Gilberto o poder público está fazendo tudo o que pode para combater a doença. Mas ele diz que 46% dos focos estão dentro das casa das pessoas. “Nós não podemos entrar lá. A pessoas precisam entender que o problema é delas”, afirma.

Os testes para detectar a presença da larva do mosquito aedes aegypt também vão estar disponíveis em Jacarezinho, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. O governo também anunciou ajuda aos municípios com dificuldade no combate à doença, além de intensificar a fiscalização para verificar se o dinheiro enviado pelo governo federal está sendo aplicado de modo adequado. 60% do montante deve ser usado na contratação de agentes de saúde. Konolsaisen explica que a principal função deles é percorrer as casa atrás de possíveis focos e, principalmente, de conscientizar a população para limpar os quintais evitando que a água da chuva fique acumulada. Outros percorrem lugares como oficinas e borracharias.