A greve geral marcada para a próxima sexta-feira, dia 28 de abril, vai atingir em cheio os serviços públicos estaduais e da capital. Professores e profissionais da área da saúde, que representam a maior parte do funcionalismo, já decidiram aderir à paralisação. Em resposta, o governo do estado anunciou que descontará o dia parado do salário dos servidores. A prefeitura de Curitiba, por outro lado, ainda não decidiu se seguirá o mesmo caminho.

Em outubro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que servidores públicos em greve deverão ter descontados em suas folhas de pagamento os dias decorrentes da paralisação. O STF, no entanto, abriu brecha para a compensação do corte em caso de acordo, além de determinar que o desconto será incabível se ficar demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do próprio poder público.

Adesão

Até a noite desta quarta-feira (26), diversos sindicatos já confirmaram participação no ato contra as reformas do governo federal. Do Executivo estadual, irão parar os professores e servidores das escolas, os profissionais e técnicos da saúde – 30% seguirão trabalhando − e os policiais civis. Esses e outros servidores que decidirem parar não receberão o salário correspondente ao dia parado. “Quem não trabalha não recebe”, resumiu o secretário da Casa Civil, Valdir Rossoni.

Da administração da capital, já anunciaram a paralisação os professores e guardas municipais e praticamente todos os demais servidores, que são englobados pelo mesmo sindicato e terão de manter pelo menos 30% dos profissionais em atividade. Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura informou que ainda estuda que posicionamento adotará em relação aos funcionários que pararem. Nos bastidores, porém, comenta-se que a gestão Rafael Greca (PMN) deverá aguardar a dimensão da paralisação para só então tomar uma decisão.