O total de recursos federais destinados para projetos sociais no Paraná neste ano é de cerca de R$ 950 milhões. São recursos para serem aplicados em restaurantes populares, bancos de alimentos, programa de erradicação do trabalho infantil, idosos, agricultores e projetos com populações indígenas. A informação é da secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, que esteve ontem em Curitiba para participar do 1.º Seminário Sistema Único de Assistência Social (Suas) e o Trabalho Social, promovido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

De acordo com Lopes, até o fim do ano, o total de investimentos pode chegar a R$ 1 bilhão, porque ainda há editais em aberto e emendas parlamentares a serem apresentadas. ?É preciso fortalecer a ação do governo em relação ao orçamento, para que os escritórios regionais possam acompanhar as ações nos municípios. Assim podemos evitar que os municípios fiquem sem receber recursos por falta de informação, por exemplo?, alertou. A secretária disse, ainda, que serão liberados mais R$ 15 milhões para a inclusão produtiva dos beneficiados pelo programa Bolsa Família.

No Paraná, os municípios de Goioxim, Rio Bonito do Iguaçu, Cândido de Abreu e Santa Maria do Oeste, classificados como de maior vulnerabilidade social no índice do sistema federal, são os que precisam de mais investimento.

O Suas, criado em 2005, foi responsável por reorganizar o atendimento de programas e serviços sociais do País, fazendo com que a assistência social fosse encarada como política pública. ?A intenção é tirar a marca de ?assistencialismo?, entendendo o trabalho do Estado como política pública, já que, até pouco tempo atrás, a ação social era vista como responsabilidade civil, enquanto a ação do Estado era apenas complementar, e não responsabilidade central?, explicou Márcia.