A Polícia Militar iniciou ontem quatro reintegrações de posse na região Oeste do Estado. Pacificamente, cerca de 200 famílias de trabalhadores sem-terra que estavam na região do Lambari e do Projeto 13 A saíram da propriedade. Também foi iniciada a desocupação nas fazendas Solidor, suspensa a pedido do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que tem interesse na compra da área e Erval, interrompida por ordem judicial.

Os assentamentos do Projeto 13 A, Lambari e Erval estão dentro da área pertencente ao grupo Araupel, entre os municípios de Quedas do Iguaçu, e Rio Bonito do Iguaçu 390 quilômetros de Curitiba. As famílias que estavam na área do Projeto 13 A invadiram a área no final de março e início deste mês, caracterizado como mês da “jornada de luta” pelo Movimento dos Trabalhadores Sem – Terra (MST). “As desocupações ocorreram de forma pacífica, sem nenhum incidente”, disse o capitão Edson Hartmann, comandante das operações em Rio Bonito do Iguaçu.

A área invadida no início do mês estava sendo monitorada pela Polícia Militar desde a chegada das primeiras famílias. As operações desta quarta-feira pretendiam cumprir quatro mandatos de reintegração. A primeira interrupção ocorreu após comunicado do Incra, que quer estabelecer nova negociação com o proprietário da Fazenda Solidor. A desocupação da área da Erval foi suspensa logo em seguida, por ordem judicial.

O governo do Estado destaca que as desocupações são precedidas pelo diálogo e têm como principal objetivo o cumprimento da lei sem o uso da força. O entendimento é comum entre a Polícia Militar e a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), que recomendou aos seus associados “os caminhos legais e a serenidade” para negociar as desocupações.