O governo do Paraná decide, na tarde desta segunda-feira (28), sobre a ampliação do toque de recolher, que vence nesta segunda. De acordo com Beto Preto, secretário de segurança de saúde, a medida foi considerada um sucesso e deve, sim, ser estendida por mais dez dias. Em 24 dias de decreto houve uma redução de cerca de 35% no número de acidentados que chegam aos hospitais, ou seja, liberando desta forma leitos para pacientes de covid-19. Sobre a vacina, o secretário prevê que ela pode ser disponibilizada aos profissionais de saúde no fim de janeiro de 2021.

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“Em 24 dias do decreto e tivemos um certo controle da situação. Tínhamos 150 pessoas esperando vagas em leitos de UTI duas semanas atrás. Hoje temos cerca de 30. O toque tem sito efetivo e a PM tem demonstrado isso os dados”, disse o secretário Beto Preto em entrevista Meio Dia Paraná, da RPC, desta segunda-feira. O secretário afirmou ainda que as famílias paranaenses colaboraram durante o Natal e que “possivelmente vamos sim ampliar por mais dez dias o decreto do toque de recolher”, adiantou.

Sobre o Natal, o secretário disse que as famílias colaboraram, mas que o Ano Novo tem tradicionalmente um perfil de comemoração diferente. “Temos que fazer algo realizável, ultrapassamos o Natal com ajuda das famílias, Ano novo é um novo desafio. O que dá pra dizer com clareza é que tivemos uma redução de 35% de acidentados que chegam aos hospitais. Isso foi importante para evitar que mais pacientes cheguem ás unidades”, disse. “O importante é reduzir essa confraternização ao núcleo familiar o máximo possível. Temos que conversar com todos e convencer as pessoas pelo bom senso”, alertou o secretário.

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Como dica para o Réveillon, Beto Preto orienta os paranaenses a evitar aglomerações. “O governo não consegue dar conta de cuidar de todos no ponto de vista das aglomerações. Peço às pessoas que, quem puder, não vá para praia, beira de rio, chácara. Fique num grupo pequeno de pessoas. Tivemos uma pandemia atípica que levou a vida de 7,5 mil paranaenses. Temos que seguir nestes cuidados”, pediu o secretário.

E a vacina?

Sobre a aplicação das doses de vacina contra covid-19 no Paraná, Beto Preto disse que está com o esquema logístico e com recursos planejados e que falta apenas o aval da Anvisa para a imunização. “Temos feito uma articulação e realmente saímos na frente. É importante frisar que qualquer tipo de vacina nós precisamos ter a fidedignidade dos dados e confiança, por isso a dificuldade de a Anvisa chancelar esses estudos”, disse.

“A vacina que será utilizada no Paraná está garantida já para o final de janeiro de 2021 para profissionais de saúde da linha de frente. Esse lote vai chegar independente do país ou laboratório produtor”, disse. Segundo ele, a expertise já existe, bem como os refrigeradores especiais caso sejam necessários de acordo com a vacina. “Estamos com a equipe pronta, falta chegar a vacina”, garantiu o secretário em entrevista.

Beto Preto ressaltou que o Paraná tem R$ 200 milhões pra fazer a compra de vacinas. “Eu insisto. Desde o início eu levei a informação de que seria necessário fortalecermos o plano nacional de imunização. Independente de onde for, o importante é termos uma vacina que funcione e que dê eficácia aos paranaenses e que sirvam pra mudar esse ambiente de medo”, alertou o secretário.