Mesmo com a apresentação de proposta pela Federação Brasileira de Bancos (Fenaban), a paralisação dos bancários continua por tempo indeterminado em todo o País e chega hoje ao 17.º dia. A categoria rejeitou oferta de reajuste salarial e benefícios em 7,1% e convenção coletiva em 7,5%, considerado insuficiente pelo comando nacional de greve, que decidiu pela continuidade do movimento. O sindicato realiza na segunda-feira assembleia para formalizar a negativa.

“A proposta ainda tem o que melhorar, o índice não atende aos anseios da categoria. A participação nos lucros não muda em nada as regras e não tem nada para nossa reivindicação de manutenção da saúde e melhores condições de trabalho”, avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Otávio Dias. “Esperamos que a adesão fique ainda mais forte, assim vamos pressionar o sistema financeiro, que tanto lucra”, critica. As reivindicações são reajuste de 11,93%, sendo 5% de aumento real além da inflação, piso de R$ 2.860,21 e melhores condições de trabalho.

Perdem efeito

O número de agências fechadas diminuiu. Foram 324 pontos sem funcionar ontem com 14,1 trabalhadores parados. Outros dois interditos proibitórios perderam efeito: Itaú de Campo Largo e o Bradesco em Araucária.