A semana termina, mas a greve dos vigilantes iniciada na quarta-feira continuará na próxima semana, agravando a situação da falta de dinheiro em caixas eletrônicos. Na falta deles, as lotéricas se destacam na função de correspondente bancário mais procurado pela população. E os proprietários dos estabelecimentos garantem que a orientação é dar solução para qualquer tipo de necessidade bancária que possa ser realizada pelo correspondente bancário.

O presidente do Sindicato das Lotéricas do Paraná (Sinlopar), João Miguel Turcatto, conta que o Paraná conta com uma situação privilegiada em tempos de greve. “Estamos empenhados tanto do aspecto da segurança dos estabelecimentos, quanto na agilidade em dar solução aos clientes”, garante Turcatto. Segundo ele, os 800 estabelecimentos do estado desenvolveram algumas estratégias, incluindo parcerias, para não deixar de atender a população. “Não podemos detalhar por questões de segurança, mas as lotéricas paranaenses vão poder atender as pessoas que possuem benefícios a receber do governo federal como Bolsa-Família e não vamos limitar o valor das faturas, para quem precisar pagar algum título”, explicou.

Turcatto acredita que os dias mais tumultuados nas lotéricas devem se concentrar na próxima semana, entre os dias 07 e 10 de fevereiro. “Sempre aumenta o movimento no dia 10, mas se a greve não acabar, isso tende a ser intensificado, mas teremos plenas condições de atender”.

No que engloba a segurança, o presidente conta que, por enquanto, nenhum estabelecimento relatou qualquer situação fora da normalidade. Ele destaca que o Paraná é um dos estados mais avançados no que tange os investimentos em segurança nas lotéricas. “Em torno de 20% das lotéricas daqui são blindadas, sendo que Londrina tem o maior percentual do país com 62%. E a ideia é ampliar ainda mais esse número”.

Greve

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte de Valores e Escolta Armada do Estado do Paraná (Sindeesfort-PR), Paulo Sérgio Gomes, durante toda a sexta-feira não houve novas propostas por parte do sindicato patronal, nem foi feito qualquer ajuizamento do dissídio coletivo.”Seguimos em greve e no aguardo de uma nova proposta ou de um decisão na Justiça”.