Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em greve passaram a noite de ontem em vigília no Centro de Computação Eletrônica (CCE) da instituição aguardando o resultado de uma rodada de negociações entre a Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) e os Ministérios do Planejamento e da Educação, em Brasília.

Havia expectativa tanto por parte dos grevistas quanto do governo federal de que as negociações poderiam pôr fim à paralisação dos servidores de 36 instituições federais de ensino superior em todo o País. Mas até o fechamento desta edição, a reunião em Brasília ainda não havia acabado. ?A expectativa é que haja acordo e a greve dos servidores da UFPR e da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) chegue ao fim. Caso contrário, a ordem pode ser para intensificar a mobilização?, disse o presidente do Sinditest, José Carlos Belotto.

Hoje pela manhã, a categoria realiza outra assembléia no Restaurante Universitário. Segundo o Sinditest, 704 servidores que trabalham na UFPR estão em greve, o que representa 50% do total.

Paralisação

Grande parte das instituições federais paralisaram as atividades no último dia 28 de maio. Entre os principais itens de reivindicação estão as negociações coletivas do serviço público, elevação do valor pago pelo vale-alimentação, pagamento de auxílio-doença e a não-aprovação do Projeto de Lei Complementar 01, que faz parte do pacote legal do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que fixa um novo limite para gastos com despesas de pessoal.

Até a última semana, a greve em Curitiba atingia até mesmo o Hospital de Clínicas (HC), mesmo com uma ordem judicial para a volta ao trabalho no local. Porém, os servidores do HC só voltaram depois que o reitor Carlos Augusto Moreira Júnior ameaçou demitir os grevistas. Após a decisão, o sindicato ocupou o CCE, paralisando o sistema que gerencia as notas dos alunos, a realização das matrículas e a abertura das turmas, ameaçando o segundo semestre letivo na UFPR. As matrículas deveriam ter começado ontem.