Uma estatística tem assustado as mulheres. No Brasil, a cada ano, surgem 33 mil novos casos de câncer de mama, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Além das conseqüências da própria doença, é preciso apoio emocional para superar a perda de uma parte de sua feminilidade e do estigma de que quando se fala em câncer, se pensa em morte.

A vida moderna da mulher, que inclui estresse, alimentação incorreta e o cigarro, é um dos principais motivos do surgimento de novos casos. De acordo com Tânia Mary Gomes, presidente da Associação Amigas da Mama, como o câncer é uma doença grave, com um tratamento que pode fazer a mulher perder o seio, ela necessita conversar a respeito disso para tentar recuperar a auto-estima. “Apesar de tudo, é preciso buscar a cura e procurar viver intensamente”, defende. Essa postura ajuda no tratamento.

A Associação Amigas da Mama tem como objetivo ajudar as mulheres que estão passando por essa situação. A equipe de apoio, formada por trinta voluntários (incluindo médicos, psicólogos e fisioterapeutas), existe formalmente desde agosto de 2001. Porém, a idéia surgiu anos antes, quando um grupo de mulheres se encontrou em um consultório médico. Elas descobriram afinidades e a necessidade de trocar experiências. Tânia afirma que atualmente mais de 70 mulheres participam dos encontros, que acontecem uma vez por mês. “É mais fácil elas entenderem quando a gente se abre e conta que já passamos por tudo aquilo também”, revela. “Antes elas não andavam sem peruca. Hoje não há mais aquela resistência em esconder a doença. Elas andam carecas mesmo”, afirma.

A presidente destaca a importância da prevenção. “Se notar alguma mancha ou nódulo durante o auto-exame, procure o médico o mais rápido possível”, orienta. “Assim, se houver alguma coisa, a cura estará próxima.??

Para arrecadar fundos, a associação promoveu ontem um chá beneficente e um desfile. As modelos eram mulheres que estão em tratamento para cura do câncer ou que já passaram por isso. Uma delas, no fim do evento, tirou a peruca que usava enquanto estava na passarela. “Era para mostrar o que realmente acontece”, conta Tânia.

A associação fica na Rua Comendador Araújo, 510, sala 304. Informações pelo telefone (41) 322-3506.