Na procura pelo amor, tem pessoa que faz cada exigência… Ou perde a noção completamente. Ou será que a procura é mesmo pelo amor? Imagine como cenário uma agência de namoro e casamento. Lógico que apareceu gente querendo aproveitar a função da empresa para achar a vítima perfeita para dar o golpe do baú. Histórias absurdas, mas reais.

Uma mulher chegou na agência falando de um amigo que era muito bonito, mas que não tinha onde cair morto. Ele desejava encontrar a “pessoa especial”, desde que ganhasse um carro zero quilômetro, uma mesada, um lugar para morar.

Em troca, seria um bom amante e até estaria disposto a pagar a conta do restaurante, desde que ganhasse um cartão”, conta Sheila Chamecki Rigler, proprietária da Agência Par Ideal, de Curitiba.

Histórias não faltam e Sheila reuniu tantas ao longo de quase 17 anos de agência que resolveu compartilhar estas curiosidades. Mais de 30 estão no livro “Histórias de uma agência de casamento… que não deram certo”. Estas passagens são de pessoas que chegaram a procurar a agência, mas não que deram sequência no processo de encontrar a melhor pessoa certa.

Documento

Exemplo disto foi uma profissional liberal, de classe alta, que se cadastrou rapidamente para encontrar um homem que pudesse atender as suas expectativas.

Ela relatou estar muito ansiosa com o fato e já queria ver fotos de alguns candidatos, até mesmo antecipando etapas. Quando Sheila mostrou as imagens do catálogo, a mulher se decepcionou na hora.

Ela questionou o motivo dos homens estarem de roupa nas fotos. Ela queria mesmo era ver as fotos dos homens pelados. Tudo para dar aquela analisada no documento…

Candidatos exigentes

Estas histórias absurdas não são maioria na Agência Par Ideal. Existe a procura séria por pessoas com afinidade, com os mesmos interesses. São candidatos exigentes e que não possuem mais vontade de irem para a “night” ficar lutando e tentando procurar alguém em meio a multidão. “São pessoas que realmente sabem o que querem para a vida delas”, explica Sheila Rigler.

E a prova de que este “encontro forçado” entre as vontades dá certo é a quantidade de uniões. Cerca de 70% das pessoas que procuram a agência encontram alguém no primeiro ano do processo.

Tudo vai depender do grau de exigência e até mesmo do estado civil ou do número de filhos. Em quase 17 anos, a Par Ideal promoveu 1.650 uniões, além de milhares de namoros.

Sheila ressalta que os homens são mais “visuais” e escolhem para os encontros aquelas mulheres que consideram como as mais bonitas. ” O visual é o mais importante para 10% das mulheres, que analisam outros fatores, como a educação, a conversa. Sheila disse que o homem pode ser lindo. Mas se o “pacote não for completo”, a mulher muitas vezes nem quer repetir o encontro.

O livro “Histórias de uma agência de casamento… que não deram certo” está à venda nas Livrarias Curitiba, Fnac, Banca Bom Jesus e Banca do Batel. Encomendas com a editora InVerso, no telefone (41) 3022-7915.