Os homens brasileiros com mais de 65 anos estão subindo no altar com mulheres mais jovens, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice de casamentos legais dos homens nesta faixa etária subiu de 2,9 por mil, em 1999, para 3,4, em 2008 – mais do que o triplo da taxa entre as mulheres com mais de 65 anos, atualmente em 0,7.

O ano de 2008 também registrou a maior taxa de nupcialidade legal desde 1999: 6,7 por mil, entre os 959.901 casamentos contabilizados. O número é 5% superior ao ano anterior.

Enquanto a taxa aumenta a cada ano para pessoas com mais de 25 anos, diminui nas faixas etárias menores. No Paraná, em 1999, a taxa era de 7,7 casamentos legais a cada mil, e caiu para 7,2 em 2008.

A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE citou o casamento homossexual, mas não apresentou dados sobre o tema. Em contrapartida, deu amplo destaque ao segundo casamento, que representou em 2008 17,1% de todas as uniões formalizadas em cartório no País, contra apenas 10,6% em 1999.

Os estados com maior índice de casamento entre divorciados são São Paulo, Rio de Janeiro e Rondônia, com 3,8%. O arranjo conjugal mais comum no segundo casamento do brasileiro foi entre homens divorciados e mulheres solteiras, atingindo 7,4% das uniões.

O contrário resultou em 4,1% dos casamentos. União entre dois divorciados representou apenas 2,7% e entre dois solteiros caiu de 89,4%, em 1999, para 82,9%, em 2008.

No Paraná, 79,8% dos casamentos ainda acontecem entre solteiros, que têm idade média de 25 anos. Os solteiros mais velhos do País estão no Amapá, onde a média é de 29 anos, e os mais novos são de Rondônia, com 24. Em 1999, a média dos solteiros mais novos era do Paraná: 27 anos.

Divórcios

A taxa geral de divórcios atingiu o valor mais alto desde 1999, chegando a 1,5 por mil. A taxa de separações mantém-se estável desde 2004, em 0,8 por mil. Foram consensuais 76,2% das separações.

Quando não houve acordo entre as partes, a maioria das vezes foi o homem quem saiu perdendo: 71,7% das mulheres pediram a separação não consensual. O número é ainda maior no Paraná, onde em 73,1% das separações as mulheres quiseram abandonar o marido sem que ele concordasse.