Uma tarde de sol com muito aconchego e afeto, assim foi a terceira edição da Hora do Mamaço em Curitiba, realizado sábado (2) no Jardim Botânico. Eram esperadas 100 mamães, a maioria delas foi acompanhada dos pais também, que incentivam a amamentação materna dos pequenos desde a primeira hora de nascimento, deixando para trás mitos que ainda impedem algumas mães de amamentar a criança fazendo a substituição por leite industrializado e alimentos pastosos.

“Desde o momento que soube da gravidez eu já decidi que iria amamentar no peito. Ela é muito importante pela saúde da criança e pelo vínculo familiar”, comenta a estudante Jordana Lazaroto, mãe do pequeno Alexandre de 7 meses.

O operador de cobrança, Leonardo Dranka da Cruz, marido de Jordana, desde que descobriu a gravidez já incentivou a amamentação materna, pensado na saúde do primeiro filho.

“No começo é difícil para a mãe, mas passa e não tem esta de estética da mulher, porque tenho a consciência da importância para a saúde do meu filho” acrescenta Leonardo.

A médica pediatra e coordenadora do Programa de Aleitamento Materno (Proama) da secretaria Municipal de Saúde, Claudete Closs, afirma que ainda há muitos mitos sobre a amamentação que precisam ser vencidos.

“Não existe lei fraco, existe forma inadequada de amamentar; às vezes o horário errado. E o peito não cai pela amamentação, é só a mãe usar um sutiã de alça larga. A amamentação não tem ônus, só bônus”, explica a pediatra Karolline Mello, organizadora do evento este ano, afirma que o movimento tem trazido bons resultados, com cada vez mais mães apoiando a causa.

“Temos uma receptividade muito boa. Todo ano aumenta o número de mães. O importante é trazer a conscientização para elas. Hoje já temos gestantes que participam da Hora do Mamaço”, comemora a mãe do Davi que ainda mama no peito.

Quem também fez questão de ir ao Jardim Botânico para participar do ato foi a psicóloga Cintia Romanini, que amamenta em dose dupla. Ela não só levou os gêmeos Gabriel e Daniel, de apenas 28 dias, mas a pequena Isabella também, que hoje está com dois anos e seis meses.

E a psicóloga conta animada sobre a nova e diferente experiência de ser mãe de gêmeos. “Se eles choram ao mesmo tempo amamento os dois de uma vez só, um em cada peito. Mas se eles acordam em horários diferentes é mais tranquilo, você pega um de cada vez, mas você se adapta. Quero amamentar até quando puder”, afirma Cintia.