Anderson Tozato / O Estado do Paraná
Donos de bares no calçadão
da Rua XV comemoram.

O horário de verão não está beneficiando apenas os consumidores comuns. Quem também está ganhando com o adiantamento dos ponteiros são os proprietários de bares da capital. Segundo o Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares (Shbrs) de Curitiba, o movimento nos bares nos últimos dias cresceu aproximadamente 30%. O horário de verão entrou em vigor na última terça-feira.

As altas temperaturas também contribuem para que a população permaneça nas ruas até mais tarde. Segundo o presidente do sindicato, Emerson Jabur, nesta época do ano começa a temporada de maior visitação à capital. Com o tempo bom, muitas pessoas que vêm para o Sul ou São Paulo passam por Curitiba e acabam aproveitando as oportunidades de diversão. “Temos que apostar nisso. Investir em roteiros que façam os turistas passarem por aqui. Se eles ficam três dias, vamos fazê-los ficar mais um. Estamos buscando investimentos para fazer isso”, afirma. “Diferente de outras cidades quentes, como Foz, Londrina e Maringá, Curitiba não tem essa possibilidade o ano todo, e por isso, aproveita nesta época para tirar o atraso. E com as temperaturas altas, a população curitibana começa a sair de casa, o que não faz com tanta freqüência.”

O sindicato tem cerca de oito mil bares cadastrados na capital, Região Metropolitana e litoral. Segundo Emerson, o movimento registrado nos primeiros dias de novembro deve se estender até o Natal. “Quem sai do trabalho aproveita para fazer um happy hour e, aos poucos, isso vai virando um costume nas épocas mais quentes. Todo mundo acaba ganhando com o horário de verão.” A capital tem 16.500 leitos em hotéis. Até o final de 2005, esse número deve saltar para 19 mil, estima o sindicato.

Bares

Segundo o garçom Edson Mendes Fonseca, de 46 anos, o movimento tem crescido a cada dia, se intensificando nas sextas-feiras. Ele trabalha há quinze anos num estabelecimento localizado na Boca Maldita, no centro de Curitiba. Conta que há pessoas que chegam no final da tarde no bar e ficam até o horário de fechamento, à meia-noite. “Chega a faltar espaço. É muita gente. Alguns ficam sem lugar para sentar”, relata.

Imad Hamdar, de 42 anos, também é proprietário de um bar na Rua XV. O local funciona há 70 anos, mas apenas há um ano ele comanda o estabelecimento. Com a chegada do horário de verão e do final do ano, ele contratou 30% a mais de funcionários para dar conta dos pedidos. “É incrível o número de sanduíches e bebidas que sai. O pessoal aproveita o calor e fica até altas horas nos bares, aproveitando para se divertir. Para nós, é lucrativo”, comemora.