À meia-noite de hoje termina mais um horário de verão. Os relógios deverão ser atrasados em uma hora. Com isso, este sábado terá uma hora a mais, repondo a hora que foi adiantada no último dia 20 de outubro.

Segundo a Copel, a 39.ª edição do horário de verão levou a uma redução de 4% do consumo de energia nos períodos mais críticos do dia, entre às 18h e 21h, ao longo dos últimos quatro meses. “Durante o horário de maior demanda, estima-se que tenham sido retirados 220 megawatts de potência da rede, o equivalente à demanda de uma cidade como Maringá, com 385 mil habitantes”, explica Nelson Cuquel, gerente de Operação do Sistema de Alta Tensão da Copel.

De acordo com ele, apesar do horário de verão ter cumprido sua função, aliviando o consumo de energia durante o final da tarde, para combater o novo pico de consumo, entre as 14h e 15h, será preciso uma mudança de hábitos da população. “Janeiro registrou médias de temperatura muito acima do normal, o que acarretou recordes de demanda, devido à popularização do ar-condicionado”, afirma.

Cuquel alerta que medidas para reduzir o consumo serão cada vez mais necessárias. “O ideal seria que as casas possuíssem isolamento térmico e que houvesse incentivos como energia mais barata fora dos horários de pico”, diz.

Adaptação

A volta ao horário normal pode provocar algum desconforto. O neurologista Cleverson de Macedo Gracia explica que isso ocorre devido ao ritmo circadiano, que regula o organismo como se fosse um relógio biológico. “Durante a mudança podemos sentir insônia, cansaço, mau-humor, alteração do apetite e até distúrbios estomacais. Mas esses sintomas tendem a passar após dois a três dias”, diz. Segundo Cleverson a dica é, quando possível, é parar o que se está fazendo e tirar um cochilo de 45 minutos.