O impasse no Hospital Evangélico de Londrina foi resolvido ontem. A prefeitura da cidade finalmente pagou os honorários que devia aos médicos do local e as atividades no Pronto-Socorro (PS), suspensas desde a última quarta-feira em função da falta de pagamento, foram retomadas antes das 17h de ontem.

No entanto, outro impasse está formado: o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), manteve a decisão de suspender as cirurgias eletivas no hospital, o que foi entendido pela instituição como o primeiro passo para que o município concretize a promessa de descredenciar o Evangélico do Sistema Único de Saúde (SUS).

A instituição realiza cerca de 150 cirurgias eletivas (aquelas que não são urgentes) por mês. A prefeitura, por sua vez, informou que a suspensão foi realizada para que se faça uma avaliação do setor de cirurgias em função da últimas paralisações dos médicos.

O valor devido aos médicos do Evangélico chegou a R$ 3,5 milhões, referentes aos 10% descontados dos honorários de janeiro a julho, e mais os 100% descontados no salário de agosto.

A assessoria do hospital informou ontem, no final da tarde, que ainda não havia sido conferido o valor pago, mas que o dinheiro já estava na conta dos médicos. O impasse para o pagamento surgiu quando a prefeitura alegou que faltava um documento do hospital para que os valores pudessem ser pagos, e esse documento foi entregue.

Já no Hospital Universitário (HU), a restrição para o atendimento do SUS nos prontos socorros cirúrgico, médico e ortopédico continuava ontem à tarde por conta da superlotação.

Segundo a assessoria da instituição, não é seguro afirmar que o excesso de pacientes tenha ligação com a falta de atendimento no Evangélico. A assessoria disse ainda que esse problema de excesso de pacientes é comum no local.

Esses locais de pronto atendimento possuem 48 leitos, mas ontem havia 73 pessoas para serem atendidas, mesmo com a restrição dos três setores. A assessoria informou que não há previsão de quando o atendimento será normalizado.

Na Santa Casa de Londrina, o atendimento já tinha voltado ao normal ontem à tarde, porém, o PS do local também havia sido fechado na quinta-feira por conta da superlotação.

O local possui apenas quatro leitos, sendo que no dia da paralisação do setor havia 19 pessoas necessitando atendimento. Ontem, 13 pacientes procuraram o PS da Santa Casa, portanto, também havia superlotação, mas o local estava atendendo na medida do possível.