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Hotéis e pousadas comemoram procura.

Nem vazamento de óleo ou aumento do pedágio está atrapalhando a efetivação de reservas para o final de ano nos hotéis e pousadas do litoral paranaense. A expectativa dos donos de hotéis e pousadas é de grande movimento já a partir do Natal. O setor se mostra otimista e, em alguns locais, mais da metade das vagas já está preenchida para o réveillon.

Nem mesmo em Paranaguá, onde explodiu o navio chileno Vicuña no mês passado, haverá queda no número de visitantes. Um dos maiores hotéis da cidade, o Camboa Resort Hotel, está com poucas vagas a disposição. Grandes hotéis de Guaratuba, Caiobá e Matinhos também estão com reservas limitadas.

Essa motivação tem justificativa, segundo o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares, Casas Noturnas e Similares do Litoral (Sindilitoral), José Carlos Chicarelli. Segundo ele, a garantia de que não vai faltar água durante o período das festividades do final do ano foi um dos fatores positivos que favoreceram o aumento nas reservas nos estabelecimentos. Além disso, a melhora no atendimento dos locais e os preços acessíveis têm chamado a atenção dos visitantes.

"O efeito do vazamento do óleo não chegou a ser tão desastroso para os hotéis, e nem mesmo a alta do pedágio, que parecia ser estrondosa, surtiu efeito negativo no movimento de descida para o litoral", disse. "Felizmente, questões que antes eram motivos de preocupação, agora não afetam as reservas para o litoral, e todo mundo sai ganhando. Quem ainda está pensando em passar o final de ano nas praias, deve se apressar", confirmou.

Os menores preços, em comparação aos oferecidos pelos estabelecimentos em Santa Catarina, por exemplo, também servem de motivo para que os visitantes das praias paranaenses continuem movimentando os estabelecimentos locais. "Uma diária que sai por R$ 120 num bom hotel do litoral catarinense, acaba saindo por R$ 50 aqui no Paraná e a qualidade é a mesma", assegurou o presidente do Sindilitoral.

Na próxima semana, o sindicato deve divulgar um balanço oficial sobre o impacto sofrido pelo litoral após o acidente com o navio chileno, e a expectativa de movimento e de reservas já efetuadas em todos os municípios.

Ilha

Na Ilha do Mel, onde proprietários das pousadas reclamaram da queda do movimento logo após o acidente devido à divulgação de que as praias estavam sujas de óleo, já sentem os sinais de melhora. De acordo com a proprietária de pousada Noy Espinoza, para o final do ano todas as vagas já foram preenchidas. "Muita gente chegou a pedir devolução do dinheiro e cancelou as reservas logo após o acidente. Mas de uma semana pra cá, a procura tem sido intensa. Agora só temos vagas para janeiro", informou. Bruna Wistuba, também dona de uma pousada na Ilha, acredita que o movimento deve crescer ainda mais.