Foto: Fábio Alexandre/O Estado

Segundo a Suderhsa, problema seria originado pela poluição.

Uma espuma branca nas proximidades da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Sanepar no Rio Iguaçu, na BR-277, chamou a atenção dos motoristas que passavam pelo local. Alertado, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) colheu, ainda na manhã de ontem, amostras da água do rio para uma análise de que tipo de substância está no manancial, causando a formação de espuma.

O resultado dos testes só devem sair em quinze dias, mas a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) se adiantou para informar que a formação de espuma geralmente está relacionada à poluição, que pode ter ficado mais concentrada devido à baixa vazão do rio – provocada pela falta de chuvas.

De antemão, a Sanepar, por meio da assessoria de imprensa, informou que o referido trecho de concentração de espuma não faz parte do sistema ETA Iguaçu, já que a água distribuída à população é proveniente de um canal que passa por baixo do leito do rio.

Se o acúmulo de poluição no Iguaçu for mesmo decorrente da falta de chuva, a situação deve melhorar a partir de amanhã. Hoje à noite o céu começa a ficar encoberto e amanhã o dia deve amanhecer chuvoso, devido à entrada de uma frente fria no Estado, que deve provocar precipitação. A Defesa Civil inclusive emitiu ontem um alerta informando que as novas áreas de instabilidade provocarão chuvas fortes, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento de 50 a 60 quilômetros por hora no Paraná. A orientação é para que a população evite áreas de alagamentos e para o risco de deslizamentos de encostas, morros e barreiras.

Em contrapartida, a massa de ar frio que pairou sobre o Paraná, fazendo as temperaturas caírem, já se afastou. A tendência é o aumento da temperatura em todo o Estado, afastando o risco de geada, pelo menos por ora.

Alternativas

Enquanto a estiagem perdura, a Sanepar busca alternativas para não comprometer o abastecimento dos paranaenses. Se a falta de chuvas tem sido decisiva para a baixa nas vazões dos rios, uma opção que vem sendo cada vez mais explorada é a utilização de poços artesianos de captação nos aqüíferos do Estado. Na última terça-feira, foi assinada uma ordem de serviço pelo presidente da Sanepar, Stênio Jacob, autorizando o início da perfuração de um novo poço, desta vez em Jandaia do Sul, na região norte do Paraná.

Segundo o gerente da regional de Apucarana, que responde pelo abastecimento também de Jandaia, Antônio Mauro de Souza, o poço era um desejo antigo. ?No ano passado, quando a estiagem não castigou tanto todo o Paraná, nós já sofremos. O abastecimento só não ficou comprometido porque colocamos, junto com a Defesa Civil, cinco carros-pipas nas ruas.? A cada ano, o Rio Marumbizinho, que abastece a região, vem registrando queda de vazão, o que fez a Sanepar priorizar o investimento na obra, que consumirá R$ 2 milhões.

De acordo com Souza, já existem cerca de 850 poços espalhados pelo Paraná, que retiram água de seis aqüíferos: Caiuá, Serra Geral, Paleozóico, Karst, Cristalino e o Guarani. ?Justamente no Guarani será perfurado o poço. Deste aqüífero, o aproveitamento é de apenas 5%, o que permite mais obras no futuro.?

A previsão é de que a água proveniente do poço de Jandaia passe a ser distribuída em seis meses, inicialmente só para a cidade. Em breve, a água do poço também será levada ao município de Cambira.