Só este ano já ocorreram dez acidentes com cargas tóxicas na Serra do Mar, causando danos ao meio ambiente. O último foi no início da semana, quando vazaram 40 mil litros de óleo vegetal, atingindo o Rio do Pinto. Diante desse quadro, o IAP começa a estudar a regulamentação de trânsito para ver se a área que é de proteção ambiental pode ser melhor sinalizada. Segundo o presidente do órgão, Rasca Rodrigues, o caminhão que levava o produto trafegava em alta velocidade.

A intenção é que todas as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do Paraná ganhem um reforço na sinalização. Rodrigues explica que muitos caminhoneiros nem sabem que estão circulando numa área protegida. “As placas são parecidas e às vezes eles nem prestam atenção”, diz. Ele explica ainda que o Estado tem legislação eficiente sobre o assunto. Uma das primeiras medidas para reverter a situação é fazer com que os responsáveis por essas cargas conheçam melhor as leis. “Entre as ações, vamos enviar cartilhas às transportadoras”, fala.

Rodrigues também afirma que o Estado não tem um plano de ação definido para agir nesses casos. No último acidente houve uma demora de mais de nove horas até que as medidas emergênciais fossem tomadas. O diretor do IAP comenta que tanto a transportadora como a concessionária que administra o trecho da BR 277 entre Curitiba e Paranaguá, a Ecovia, não queriam assumir os trabalhos.

A multa que a empresa JJM Transportes Rodoviários, de Ponta Grossa, vai pagar só será conhecida depois que o laudo sobre o acidente ficar pronto. Ontem foram retirados mais quatro mil litros de óleo do Rio Pinto e barreiras de contenção estavam sendo usadas para evitar que o produto chegasse até o Rio Nhundiaquara, que abastece Morretes.