O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) divulgou nesta terça-feira (6), o resultado das diversas ações de fiscalização e orientação realizadas no primeiro final de semana depois do término da piracema, período que restringe a pesca de espécies nativas por ser época de reprodução.

O trabalho foi realizado por meio dos escritórios regionais de Cianorte, Umuarama, Toledo e Foz do Iguaçu e aconteceu em represas e rios que apresentam maior histórico de pesca predatória no Estado. Entre eles, os principais rios vistoriados foram o Ivaí e o Paraná, entre os Municípios de Japurá, São Manoel do Paraná, Rondon, Guaporema, Cidade Gaucha, Tapira, Douradina, Ivaté, Icaraíma e Alto Paraíso.

O objetivo das equipes de fiscalização foi orientar os pescadores e garantir que eles retirem da água somente o que é permitido por lei – 10 quilos mais um exemplar. Ao todo, foram apreendidas 320 bóias utilizadas para a ceva, três mil metros de espinhéis e cinco mil metros de redes. Também foram abordadas e vistoriadas 220 embarcações e lavrado um auto de infração ambiental por pesca predatória no Rio Ivaí.

Segundo o chefe regional do IAP em Cianorte, Antonio Carlos Cavalheiro, a ação teve um resultado positivo. “Os trabalhos foram realizados a contento e que se verificou foi uma melhoria da conscientização da maioria dos pescadores, tanto amadora quanto profissional, no respeito à legislação e com o meio ambiente”, afirmou. Para o presidente do IAP, Luís Tarcísio Mossato Pinto, essa melhoria apontada pelos chefes regionais se deve ao trabalho de educação ambiental e às de parcerias firmadas entre o instituto e as colônias de pescadores. “Tive a oportunidade de conversar com muitos pescadores de colônias da região Oeste do Estado. A nossa proximidade com eles garantiu que aqueles que são profissionais nos auxiliem orientando os pescadores amadores e, também, na fiscalização, denunciando e auxiliando o trabalho do IAP”, declarou.

Mesmo com a volta da pesca, alguns peixes continuam com o pescado proibido por três anos. É o caso do dourado, jaú, piracanjuva, jurupoca, monjolo e surubim do Iguaçu. A proibição do IAP é valida por três anos nos rios estaduais das bacias dos rios Paraná, Paranapanema e Iguaçu. A pesca dessas espécies ficou restrita no Estado porque estudos realizados por universidades das regiões comprovaram a diminuição populacional e do tamanho desses peixes.