A prefeitura de Londrina está a poucos passos de conseguir uma autorização para realizar o abate das pombas da cidade. Na última quinta-feira, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) considerou a necessidade do controle dos animais, cujas fezes causam doenças, porém, não autorizou o procedimento por enquanto. O Ibama aprovou a metodologia apresentada para o controle dos animais e, com isso, passa a exigir outros documentos à prefeitura. Somente depois que a prefeitura atender a essas solicitações é que o órgão ambiental se posicionará definitivamente sobre o abate.

Estima-se que haja em Londrina pelo menos 300 mil pombas. Grande parte delas está na área do bosque municipal. A espécie em questão, a Zenaida auriculata (conhecida popularmente como pomba-amargosa), pode causar diversas doenças, inclusive meningite. Porém, como explica o secretário do Meio Ambiente da cidade, José Faraco, ainda não se sabe ao certo quantas deveriam ser controladas. O Ibama considerou que elas representam “risco à saúde pública”. “O órgão ambiental reconheceu a necessidade e autorizará desde que atendamos todas as exigências daqui para a frente”, afirmou o secretário. Ele espera que todo o processo seja finalizado em um mês. “O Ibama fez pedidos razoáveis, esperamos atender rapidamente, pois o problema é preocupante”, disse.

A reportagem procurou representantes do Ibama, mas não conseguiu contato. A partir de agora, o órgão exige da prefeitura que seja cumprido um cronograma de ações, para só então autorizar ou não o abate. No cronograma está, entre outros itens, que a prefeitura deve informar o número de animais; apresentar uma empresa que fará o serviço e quando isso será feito, incentivar pesquisas científicas sobre o assunto; fazer relatórios trimestrais sobre os abates e apresentar relatório final sobre o assunto assim que a autorização expirar. A prefeitura fez o primeiro pedido ao Ibama há seis anos.