Agilidade na obtenção de terras para assentar 1.080 famílias em 2010. Essa é a principal meta do novo superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, que tomou posse na última terça-feira.

No ano passado, a meta do Incra era assentar 1.010 famílias no Estado, porém isso não foi concretizado. A autarquia só assentou 225 famílias em quatro mil hectares de terra.

Outras 254 famílias foram assentadas em substituição às que ocupavam irregularmente antigos acampamentos. Para 2010, serão necessários 17 mil hectares de terra.

Para Guedes, a obtenção de terras é uma das maiores dificuldades do Incra há tempos. Nos últimos anos, o órgão tem conseguido grande quantidade de obtenção por meio da compra e venda de imóveis particulares.

Porém, mesmo essa forma – as outras maneiras de se conseguir terras são pela desapropriação ou pela adjudicação – não é nada fácil. “Neste caso as propriedades têm que ser oferecidas pelos proprietários, e são poucas”, comentou Guedes. Em 2009, a meta do Incra era vistoriar 24,2 mil hectares. Essa meta foi superada, pois foram vistoriados 32,7 mil hectares.

Além do índice de produtividade, há outro critério que será prioritário na obtenção de terras: a função social da propriedade – questões trabalhistas e ambientais. “Como já era antes, continuaremos com a preocupação com o meio ambiente, com a ideia de que os assentamentos devem ser sustentáveis”, disse.

Dentro dessa visão de sustentabilidade, Guedes, afirmou que continuará dando prioridade à viabilização dos assentamentos já existentes. “A questão da renda do agricultor é difícil. Vamos incentivar ainda mais o que já está em andamento, que é a assistência técnica para os agricultores e o Programa de Agroindústria”, garantiu.