Com o fim das obras do novo estacionamento do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) passará a cobrar mensalidade de R$ 95 dos prestadores de serviço, por exemplo, funcionários do comércio instalado no local.

A situação foi denunciada ao Paraná Online por vários trabalhadores ressentidos com a medida. A assessoria da Infraero no Afonso Pena confirma a cobrança. A decisão é justificada pela empresa como forma de solucionar problemas para o estacionamento de empregados “que têm vínculo empregatício prestando serviço no aeroporto”.

Isso significa que os funcionários da Infraero seguirão isentos da mensalidade. De acordo com a assessoria, a área até então usada pelos prestadores de serviço não era cobrada por se tratar de espaço provisório.

Já a nova área, com espaço para 2.200 vagas, dispõe de infraestrutura adequada com controle de acesso automatizado, câmeras de monitoramento, é totalmente cercada e coberta por seguro.

Esses benefícios, segundo os cálculos da Infraero, tornam a mensalidade de R$ 95, aquém “do preço médio praticado pelos estacionamentos privados do entorno do aeroporto”, informou a assessoria da Infraero no Afonso Pena.

Protesto

Em relação às ameaças de paralisação por parte dos trabalhadores atingidos pela medida, a Infraero acredita que haverá mais conforto, segurança e “se apresenta como melhoria de sistema que já existia e não é fator para desencadear paralisações, nem tão pouco afetar o movimento de final de ano”.

O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) foi procurado pela reportagem e explicou que ainda está tomando conhecimento sobre a situação para verificar a legalidade de quem deve arcar com a mensalidade: trabalhador ou empresas contratantes.