Letreiro de loja de roupas
em Curitiba: “moda feliz”.

Rush, love, fashion, hot dog, deadline, light, outdoor, diet, banner, express, card, link e free. Essas são algumas das palavras da língua inglesa que foram incorporadas ao vocabulário dos brasileiros. A influência norte-americana é tão grande no Brasil, que há alguns anos foi criado um projeto de lei (Lei Aldo Ribeiro) para tentar coibir o uso de estrangeirismos e mesmo punir quem faz uso de palavras estrangeiras suscetíveis de tradução para o português.

Segundo a professora de línguas e mestre em Letras, Cleide Jussara Müller Pareja, 70% do português vem do latim e 30% do italiano, árabe, francês e outras línguas européias. A incorporação de palavras em inglês é resultado da influência que recebemos dos Estados Unidos, país que vive em evidência. “O empréstimo de palavras é uma tendência natural, pois sempre estamos recebendo a influência de estrangeiros”, comenta Cleide. “Os americanos estão bastante presentes no esporte e na área de tecnologia. Muitas palavras em inglês ligadas ao computador, por exemplo, não existem em nossa língua.”

Conhecimento

A professora explica que os idiomas nunca “congelam”. A todo momento as pessoas estão procurando palavras novas para definir novos objetos. Ela acredita que, se os indivíduos tiverem um bom conhecimento do português, não há mal algum na utilização de palavras estrangeiras. “As palavras estrangeiras, que são mais utilizadas na linguagem oral do que na escrita, não empobrecem o português”, afirma. “Na verdade, nós acabamos aportuguesando o inglês. Falamos, por exemplo: nós vamos fazer o check in. Neste caso, a estrutura de nossa língua não é alterada pela presença do termo em inglês. Fazemos uma adaptação à sonoridade e às características do português.”