O atendimento continua lento.

Os atendimentos no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) para perícia médica seguem a passos lentos. A greve dos médicos peritos já dura dois meses, e tem gerado atrasos na concessão de benefícios. De acordo com a Associação Nacional dos Médicos Peritos, a paralisação atinge mais de 90% dos médicos do INSS, em nível nacional. No Paraná, trabalham 145 peritos. Desse total, 30 atuam em Curitiba.

Os grevistas reivindicam a estruturação da carreira de perito da Previdência Social, com implantação de um plano de carreira e a realização de concurso público, acabando com a terceirização das atividades exercidas pela categoria. A contratação de mais profissionais e funcionários também consta da pauta de reivindicações.

Apesar das negociações, nada ainda ficou definido, e os atendimentos nas agências do INSS prosseguem lentas. A Superintendência Regional do órgão público decidiu descontar os dias parados. Como resposta, os representantes dos médicos peritos e diretores do Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar), se reuniram para discutir a solicitação de medidas cabíveis à Justiça Federal. Segundo o médico Francisco de Paula Ferreira Neto, membro da Associação de Peritos do Paraná, o Supremo Tribunal Federal (STF) não acatou a decisão da Superintendência Regional.

INSS

Segundo a assessoria do INSS, aproximadamente 860 atendimentos deixaram de ser efetuados por dia, durante a greve. Médicos cadastrados estão atendendo os pacientes que realizam a primeira perícia médica. As pessoas que já realizaram uma ou mais perícias devem comparecer nas agências, porque os benefícios serão liberados, mesmo com o atraso das perícias. A assessoria também informou que no momento, o prazo médio para se conseguir uma consulta com os médicos cadastrados é de 15 dias a um mês.