Ir a uma biblioteca e emprestar um livro, ler jornal ou até mesmo um folder educativo é uma atividade comum para muitas pessoas. Não para o deficiente visual. A quantidade e a diversidade de materiais em braile não dão conta da demanda. Só no Paraná calcula-se que existam entre 40 e 50 mil pessoas com problemas visuais. Pensando em minimizar o problema, o Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (Iidac), em parceria com consulado do Japão em Curitiba, vai começar a reproduzir diversos tipos de materiais destinados aos jovens que têm a deficiência.

Segundo o diretor de projetos do Iidac, Gilbert Sharnik, hoje o Estado não tem centros públicos de reprodução de materiais em braile. Com isso, a população ficam com acesso restrito às informações que circulam na mídia e também às campanhas educativas.

O primeiro material a ser distribuído será o Estatuto da Criança e do Adolescente para as 450 bibliotecas do Estado. Depois começam a ser impressos informações sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), gravidez na adolescência, notícias de jornais, entre outros. Os seiscentos grupos do Programa de Protagonismo Juvenil do IIDAAC no Paraná também vão estar cadastrando jovens com a deficiência para que recebam os materiais.

O estudante de pedagogia Gilmar de Freitas Mariano conhece bem o problema. Comenta que é comum não encontrar disponível as obras de que precisa. “Os professores ajudam, mas sempre há problemas”, fala. No entanto, mesmo com dificuldade, a situação de Gilmar é até confortável perto de outras pessoas. Ele tem acesso à internet e através de um programa especial consegue ouvir as informações que precisa. Porém, essa não é a realidade do Estado.

O consulado do Japão doou ao instituto duas máquinas impressoras braile. Uma delas vai reproduzir materiais e a outra atender ao público em geral. Além disso, a entidade ganhou um software que facilita o acesso do deficiente à internet, três mircrocomputadores e um scanner. No total, os equipamentos custaram R$ 71.670,00.