As temperaturas mais baixas dessa época do ano chegam junto com o alerta do Corpo de Bombeiros para uma morte silenciosa e repentina, que pode ser causada pelo monóxido de carbono.

Um desmaio ou, em casos extremos, a conhecida morte branca podem ser resultado do monóxido de carbono respirado em níveis elevados. Isso acontece, por exemplo, quando se queimam produtos combustíveis como gás de cozinha, gasolina, querosene, carvão petróleo ou madeira.

Nos últimos dez anos, cerca de 30 pessoas morreram em Curitiba por inalarem o gás. Embora não tenha causado mortes em Curitiba e região no ano passado, os cuidados não podem ser deixados de lado.

As últimas duas mortes por monóxido de carbono foram registradas pelo Corpo de Bombeiros em 2008. No ano anterior, foram outras três vítimas fatais. Além das mortes, uma média de 30 pessoas precisa ser encaminhada ao hospital anualmente por causa de problemas com o gás.

E isso por conta do uso de aquecedores de água a gás e equipamentos domésticos que queimam combustível como estufas e fogões de cozinha sem a ventilação adequada ou, ainda, veículos mal regulados com o motor em funcionamento. Como o monóxido de carbono não possui cheiro, é de difícil percepção.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, equipamentos instalados de maneira inadequada podem ter sido alvo de manutenção recente, mas quando se constata a necessidade de uma adequação do equipamento, é comum o proprietário abrir mão dos reparos desconfiando, muitas vezes, que se trata de uma tentativa de efetuar um serviço desnecessário.

O mais importante é perceber a intoxicação o mais rápido possível, informam os bombeiros. Muitos sintomas do envenenamento são semelhantes aos das gripe ou até mesmo outras doenças.

A níveis moderados, o monóxido de carbono pode causar dores de cabeça, enjoos, confusão mental, náuseas e desmaios. Se respirado por muito tempo, a inalação leva à morte. A baixos níveis, o gás pode causar esmorecimento, náuseas e ligeiros enjoos.