Em função da falta de chuva, que desde fevereiro castiga o Rio Marumbizinho, manancial responsável pelo abastecimento de Jandaia do Sul, no Norte do Estado, a Sanepar foi obrigada a implantar um sistema de racionamento de água no município. Desde o início do mês de agosto, as partes alta e baixa da cidade recebem água em horários alternados. Hospitais, creches, albergues, escolas já estavam sendo atendidos com o auxílio de caminhões-pipa, que agora também atendem à população.

O presidente da Sanepar, Stênio Jacob, levou ao prefeito de Jandaia do Sul, Moacir Bruzon, os detalhes do plano emergencial instalado durante a crise. Uma carreta da Defesa Civil, com capacidade de armazenagem de 30 mil litros de água, foi cedida ao município. Somando aos caminhões que já estavam na cidade, a oferta de água ultrapassa 105 mil litros.

Segundo o tenente-coronel da Defesa Civil, Jurandi André, a pedido do governador e da diretoria da Sanepar, o órgão está se integrando ao plano de crise para buscar a estabilidade no fornecimento de água. "Estamos com um déficit muito próximo de se equilibrar. Mas é preciso que a população faça economia total", afirmou. Segundo o diretor de Operações da Sanepar, Wilson Barion, a população tem colaborado ao não lavar calçadas ou carros e não irrigar jardins. "Paralelamente, iniciamos a perfuração de um poço próximo à mina do Vinhole, que deve garantir um reforço de mais 300 metros cúbicos por dia para abastecer Jandaia", afirmou Barion. Stênio afirmou que todas as medidas paliativas foram tomadas, mas que a empresa busca soluções definitivas para o abastecimento.

Estiagem

O Marumbizinho, rio responsável pelo abastecimento de Jandaia do Sul, está com sua vazão em 80 mil litros por hora, quando o normal no período seria 700 mil. A unidade de captação de água da Sanepar, cuja produção costuma ser 280 mil litros por hora, caiu em 60% e pode cair ainda mais.

A chuva da semana passada alcançou uma marca próxima de 16 milímetros e não alterou a situação de crise instalada.

Jandaia do Sul tem a situação mais grave da região do Vale do Ivaí, que tem, pelo menos, outras quatro cidades sofrendo com a estiagem. Apucarana, Cambira, Califórnia e São João do Ivaí também estão esperando a volta das chuvas.