Foto: Lucimar do Carmo
Moradores da região do Boqueirão, zona
sul de Curitiba, foram ontem à Rua da
Cidadania do Carmo para receber
assistência judiciária gratuita
em questões relativas ao Direito de família.

Moradores da região do Boqueirão, em Curitiba, compareceram ontem à Rua da Cidadania do Carmo para participar do projeto Justiça no Bairro, feito em parceria pelo Ministério Público do Paraná e Fundação de Ação Social (FAS). Cerca de oitocentas pessoas receberam amparo legal gratuito em questões relativas ao Direito da Família, como separações, divórcios, investigação de paternidade e pensão alimentícia. O atendimento foi prestado das 8 às 17h, por estudantes da UFPR, da PUC-PR, Uniandrade e da Tuiuti, sob supervisão de profissionais do Direito e da juíza da 4.ª Vara de Família, Joeci Camargo.

“O projeto contribui para desafogar o sistema judiciário, mas tem como objetivo principal permitir o acesso de populações de baixa renda à Justiça”, explicou a coordenadora regional da FAS, Rosely Bittencourt. O Justiça no Bairro é promovido a cada quinze dias, sempre em locais distintos da cidade. No próximo dia 13 de março, vai estar na escola municipal Elza Lerner, no Cajuru. No dia 27 do mesmo mês, na Rua da Cidadania do Boa Vista. No dia 17 de abril, na Rua da Cidadania de Santa Felicidade. Em maio, vai estar no dia 8 na Rua da Cidadania da Fazendinha e no dia 22 na do Pinheirinho.

Em 2003, o Justiça no Bairro atendeu cerca de 16 mil pessoas. Foram homologados 1.823 acordos em quatorze eventos. Já este ano, no último dia 14, quase mil pessoas foram atendidas em sistema de mutirão na Rua da Cidadania do Bairro Novo.

População

A população atendida ontem pelo projeto aprovou o serviço. “Embora o atendimento seja meio lento, a iniciativa de prestar este serviço à população é muito boa”, disse o padeiro Admílson Santos Bonfim, que esperava para dar entrada no processo de divórcio.

A costureira Nadir Braatz Kortz valorizou o fato de o atendimento ser gratuito. Ela também buscava o divórcio. “O projeto é bastante útil e benéfico. Se não fosse por ele, calculo que iria gastar uns R$ 6 mil para me divorciar”, afirmou.