Em no máximo uma semana, a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) terá escolhido duas áreas (uma ao norte e outra ao sul) para instalar aterros sanitários no próximo ano. Devido à saturação do Aterro da Caximba e ao imbróglio jurídico que envolve o consórcio de 14 municípios que pretendia construir um novo aterro na região, a Comec resolveu tomar a frente das ações.

A coordenação encaminhou à Mineropar um pedido para que fossem selecionadas possíveis áreas para instalação dos aterros. Ontem a Mineropar apresentou 30 prováveis locais. Desses, a Comec escolheu cinco (três ao sul e dois ao norte). “Solicitamos ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) que analisem as áreas e escolham uma em cada região. Eles devem nos dar a resposta até a semana que vem”, explicou o presidente da Comec, Alcidino Bittencourt Pereira.

Pereira destacou que a produção de resíduos sólidos que vai diariamente para a Caximba é de 2,4 mil toneladas. A intenção além de fazer os novos aterro, é criar uma cultura de educação da produção de resíduos, fazendo com que a produção seja mais seletiva, fazendo a reciclagem. A idéia da Comec é ter os dois novos aterros com vida útil de vinte anos. “São principalmente 14 municípios que mais produzem lixo, mas a idéia é abrir os aterros para todos os 26 municípios da região, inclusive Curitiba”, revelou.

Pereira lembrou que os recursos para a compra das áreas viriam do Estado. “Depois das áreas escolhidas vamos fazer uma sondagem mais profunda em cada uma delas. Em seguida faremos um projeto no qual constará o modelo de administração. Tanto pode ser administrado por um órgão estadual, como podemos fazer uma licitação para terceirizar o aterro”, destacou.