Representantes do setor
reuniram-se com Cheida.

O Ministério de Meio Ambiente editou dois decretos ? 507 e 176 ? que estão provocando polêmica entre o setor da base florestal da região Centro-Sul do Estado. A base dos decretos visa a delimitar áreas prioritárias para conservação ambiental, proibindo a plantio de espécies exóticas em um raio de dez quilômetros. Apesar de algumas mudanças conquistadas pelo Paraná na modificação das determinações, o setor ainda espera discutir melhor o assunto.

Representantes de diversos municípios da região de Guarapuava estiveram ontem com o secretário do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, pedindo apoio do governo do Estado para reverter a situação. De acordo com o presidente do conselho da Associação Comercial e Industrial de Guarapuava, Célio Cunha, é preciso encontrar um consenso entre o setor privado e o poder público para a manutenção das atividades econômicas da base florestal.

Segundo Cunha, as portarias congelaram a expansão do setor. “Hoje são dezesseis municípios que dependem muito do setor madeireiro, e com a proibição de expansão, alguns municípios, como Cândido de Abreu, poderão desaparecer”, avaliou. A região, comenta Célio Cunha, concentra uma área de 647 mil hectares criada há mais de 35 anos de forma auto-sustentável. “Temos 33,5% de cobertura nativa, a qual continuamos preservando”, afirmou. Só em Guarapuava o setor madeireiro representa 25% da economia do município e 50% dos empregos.

De acordo com o secretário Luiz Eduardo Cheida é possível rever essa situação. Para isso, adiantou, uma comissão formada por representantes de diversos setores vai se reunir com membros do Ministério dia 12, em Curitiba. “É possível definir áreas para expansão sem interferir nos locais de preservação”, finalizou.